
Nesse ultimo fim de semana tive a oportunidade de conferir o relançamento do ultimo filme do
Batman na nova sala de projeção
IMAX em
São Paulo. Devo dizer a vocês que o negócio é realmente impressionante. A tela gigante é mais ou menos quatro vezes uma tela de projeção normal de cadeias grandes de cinema e o som é simplesmente fantástico. Vale cada centavo gasto desde que você possa pagar uma meia entrada hehe... A obra prima de
Chistopher Nolan te envolve completamente e a escala grandiosa do filme fica ainda mais absurda. Em um tempo em que as pessoas se voltam cada vez mais para filmes piratas de qualidade porca e versão roubadas dos cinemas para assistir em computadores mediocres a experiência em IMAX é realmente para aqueles que amam a sétima a arte e entendem que lugar de filme é no cinema. Claro que nesse caso estamos falando de filmes pipoca, mas mesmo assim. A versão paulista ainda é uma versão meio restrita do que seria uma verdadeira sala IMAX, mas é compreensivel dado a situação monetária da maioria da população (o que não impediu que todas as sessões para o filme no fim de semana tivessem seus ingressos esgotados com antecedência). É um pouco mais apertada e a tela poderia ficar um pouco mais afastada. Outro problema é que assistir ao um filme desses no Brasil exige um certo esforço do público porque como a grande maioria das pessoas, mesmo muitas das que dominam o inglês, precisam de legendas, você acaba sendo forçado a ficar girando o pescoço pela tela já que a legenda (que é até mais centralizada) fica fora de onde está acontecendo a ação. Mas se quer saber isso são detalhes insignificantes quando você se sente próximo de ser engolido pela loucura do Coringa enquanto sente as vibrações dos tiros pelo chão da sala.

É interessante entender porquê
'O Cavaleiro das Trevas' foi tão revolucionario nesse aspecto. A tecnologia IMAX (que vem de
Image Maximum) tem várias ramificações. Um filme 'normal' de IMAX (basicamente documentários) é filmado com câmeras especiais que são pouquissímas e muito caras, mais caro ainda é o rolo de filme que além de maior tem de ser utilizado em quantidade superior. Para o funcionamento um cinema IMAX ser possível foram necessários avanços tecnologicos absurdos nessa área de captação de imagem e projeção, mas é tudo muito técnico e não vale apena entrar em detalhes aqui. Normalmente quando um filme pipoca é exibido em IMAX são apenas versões de filmes gravados normalmente e depois convertidos para IMAX em um processo que só popularizou em
2002. Filmes entretenimento IMAX são normalmente só alguns curtas específicos. Pois indo totalmente contra a onda da over-digitalização e lutando com todas essas dificuldades Chistoper Nolan resolveu filmar algumas sequências específicas do filme (só as mais grandiosas) com a tecnologia de captura IMAX, algo que
nunca tinha sido feito antes. Essas sequências já causam uma impressão forte normalmente, mas quando assitidas em poder máximo no cinema IMAX aí sim você percebe a diferença. A tela perde o widescreen e utiliza o todo o espaço e a sensação que passa, por exemplo, em uma visão panorâmica da cidade é que você vai despencar no meio de
Gothan City. Uma vitória no Oscar seria a consagração de uma idéia ousada e brilhantemente executada pela a equipe de Nolan, afinal, filmar especificamente para um sistema de tão alta resolução e com um tamanho gigante exige que toda marcação de cena seja repensada para que se mantenha o foco de atenção nos lugares certos. Mesmo que não vença, a idéia já agradou vários cineastas que pretendem utilizar a tecnologia em seus próximos lançamentos, caso do (horrível) diretor
Michael Bay que filmou três cenas em IMAX para o próximo
Transformers. Só lembrando que tudo isso é bem recente e que essa tecnologia não para de evoluir, a sala de SP é apenas a primeira do país que, como sempre, está meio atrasado o México, por exemplo, já tem uma dezena de salas e outras abrindo. No final do ano
James Cameron (sempre ele) ainda vai tentar levar as coisas para um outro nível com
Avatar que será exibido em
IMAX 3D. Quer saber? O futuro vai ser bem legal.
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