sábado, 29 de setembro de 2007

VMB Porra!!!

Que a MtvBrasil morreu todo mundo sabe, mas agora ela está começando a feder. É triste ver uma rede que mesmo sendo restrita conseguia ter apelo nacional e até ser interessante e criativa, hoje não merecer a menor atenção. Em sua premiação anual, e seu programa mais assistido, a rede mostrou, apresentações sem graça, apresentadores de quinta, piadas infames, Eduardo Suplicy, uma mediocridade sem par, uma alienação estúpida, uma reverência desnecessária as mesmas figuras de sempre e distribuiu prêmios para Pitty, NxZero, Fresno e Red Hot Chilli Peppers(?). Mas o que esperar de uma premiação onde Bonde do Rolê concorre como revelação e Charlie Brown, Jota Quest, CPM22, D2 e Capital Inicial brigam pelo posto de artista do ano? A única coisa que prestou, incrívelmente, foi o show empolgado de Juliette Lewis, que pelo menos se esforça pra caramba e consegue ficar estilosa mesmo se esguelando toda, e sua apresentação engraçada do show da Pitty (e acara da mesma vendo o show e pensando: Que inveja...). E alguém pode me explicar por que diabos uma tal de Strike venceu Pública, Zefirina Bomba e Vanguart? Estou brincando, claro. Eu sei porque. É o público desocupado que vota nessas porcarias, e ele adora letras bonitas como: "O teu olhar e o meu olhar estremece e faz efeito. E eu tudo acontece se for daquele jeito"(?²). Ultima coisa. Quando as pessoas pensam que para ser recebido bem, e conseguir atingir os jovens e o público assistindo, precisa falar dezoito palavrões a cada frase, eu acho que a gente aprende um pouco sobre um povo.
(Clique e veja Juliette and the Licks)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Indie Idol!!!

American Idol e variados são muito chatos né? Nem falo da versão nacional onde todo mundo canta a mesma música trinta e quatro vezes. Mas as internacionais mesmo. É legal só o comecinho onde os clones de Simon Cowell podem esculachar os pobres incautos e fazê-los chorar. Mas calma aí, nem tão rápido! Que tal uma versão do em que de repente o apresentador começar a falar de Ok Computer e um cara começar a cantar "Karma Police" do Radiohed?Achou pouco? Então que tal uma versão onde uma garota entre cantando "Standing In The Way of Control" do Gossip? Pois se você estiver assistindo a versão Australiana do programa isso corre o risco de acontecer. O pessoal do Australian Idol deixa de lado o velho cancioneiro popular e gosta mesmo é de cantar Guns N' Roses, AC/DC, Bon Jovi, Maroon 5, Elvis, Oasis, Snow Patrol, Coldplay... E o legal é que são essas pessoas que estão ficando para as ultimas etapas. Já pensou se a moda pega por aqui... É, eu sei, nem dá para imaginar... - Nesse quesito indie, Jacob Butler, o figura aí da fotinha tem mandando muito bem. O cara nem canta muito, mas clique nela e veja ele, na cara de pau, cantando uma versão toda picotada de "When You Were Young" do The Killers!!
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Clique no logo para ver o site oficial do programa
Dá para assistir vários vídeos direto lá!
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Mas clique aqui para ver Brian Melo cantando Radiohead (Aos 6 min)
E Holly Weinert cantando The Gossip.
(Valeu ao Lean! Que se alguém assoviar Oasis ele fica sabendo...)

Generations!!!

Os novos episódios de Heroes, a melhor série, com o final mais médio, da ultima temporada estrearam na segunda feira. E foi um sucesso, conseguindo o primeiro lugar da TV americana e 10% de audiência a mais que a estréia da prieira temporada. Para comemorar a rede NBC soltou essa imagem bem legal com os personagens principais nessa pose tranquilona. Reparem quem está sentado lá no fundo. Sim, ele mesmo, Sylar, o vilão mais estiloso, fodão e gost...ehhh... bem aparentado, da televisão! E se você sentiu falta do Haitiano na imagem, não se preocupe que ele deve aparecer logo no episódio 2. Outra coisa bacana é que "All Things Must Pass" a primeira música nova do Jesus and Mary Chain, depois da reunião, será lançada como parte da trilha sonora de Heroes.
(No video do preview o mais legal é Greg Grunberg (Matt Parkman, o Puliça!) dizendo: "Que sorte que eu estou nesse programa!!")

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Not Everybody Lies!!!

Você conheçe esse cara aí em cima? E o cara alí do cantinho direito? Bem o cara de cima é o doutor Gregory House (da série House M.D.) e... Tá bem, chato! Na verdade é o ator Hugh Laurie que interpreta o doutor House... Pronto? Então, já o cara de baixo, se você não conhece...Ótimo! Você é uma pessoa normal. Ele se chama Andrew Holtz e é ex-repórter de saúde da CNN. Como eu sei que você também queria fazer, ele passou um ano de vida pesquisando sobre as diferentes e estranhas e raríssimas doenças e os casos malucos que aparecem no seriado e descobriu que: Tudo existe de verdade! E em muitos casos nem é tão difícil de se encontrar. Agora ele está lançando um livro contando tudo e explicando todas as suas experiências. Ele participou, inclusive, de uma reunião em que, como na série, os médicos ficam escrevendo as coisas em um quadro branco e tentando adivinhar o que há de errado com você. Agora só falta ele explicar como todos esses casos vão parar na mão do mesmo médico, que por um milagre ainda não foi apedrejado até a morte! Talvez no livro 2? Ah, e desculpa viu? Eu sei que você ia querer comprar o livro, mesmo que fosse em inglês, e eu acho que estraguei tudo... O pior é que agora estou com medo de pegar uma Uromysitisis por aí!!
- Mas a série Poscene! recomenda viu? House é o cara mais hilário da TV atualmente, mesmo o programa sendo um drama, e um dos personagens mais bem constuídos (e interpretados!) de todos os tempos.
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(Clique nas fotos e veja ele maltratando seus pacientes dizendo, entre outras coisas: "...Se vocês me encherem demais, poderão me ver pegando isto. Isso é Vicodin. É meu! Vocês não podem pegar. E não, eu não tenho um problema de controle de dor. Eu tenho um problema com dor. Mas quem vai saber? Talvez eu esteja errado. Talvez eu esteja apenas doidão demais para saber". E tambem alguns erros de gravação!!)

Here We Go Again!!!

Foi escolhido o filme que irá, pelo menos tentar, representar o Brasil no Oscar 2008. "O Ano em Que meus Pais Saíram de Férias" derrotou outras boas produções como o poético "O Céu De Suely", o mega-hypado "Tropa de Elite", e o genial "O Cheiro do Ralo". Eu acho os critérios meio estranhos e juri muito pequeno e de qualidade duvidosa (São só seis pessoas. Incluindo o Rubens Edwald Filho). Foi até uma boa aposta, mas realmente me surpreendeu, muito pelo fato do filme ter sido lançado a muito tempo. Mas se você é fã, não saia pulando logo já, pois o filme de Cao Hamburguer tem ainda que enfrentar competidores de todos os outros países de língua não-inglesa por uma das cinco vagas da competição. Claro que podia ser muito pior. Podia ser "Antônia", "A Grande Família- O Filme", "Ó Paí Ó", "Muito Gelo e Dois Dedos e D'Água"...
Clique e assista um making-of do filme

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Babyshambles - Shotter's Nation!!!

Escondam o sal! E o açucar! Pete Doherty está de volta! E ele vem bem. "Shooter's Nation" é tudo que se esperava de um disco de nosso junkie favorito, só que três anos depois. Tem decepções, perdas, drogas, Kate Moss, Londres, cinzas, cigarros, bebida e, acredite, música de verdade. Curta, pop e com sentimento. Da primeira a ultima faixa vemos Pete soltando uma coleção de riffs, camadas e melodias que caracterizavam os Libertines, sem as enrolações e os eumeachismos idiotas de Albion, o primeiro disco. Só a letra de "Delivery", o primeiro single, já me dá material para subtítulo de Popscene! por muito tempo (não que eu esteja precisando hehe), sente só: "Here comes a delivery/ Straight from the heart of my misery" . E ele também está cantando quase como um pessoa sóbria, ou seja, a medida ideal. O disco tem conseguido reviews muito bons e me faz imaginar o que esse cara conseguiria fazer se não ficasse o tempo todo chapado e indo de tribunal em tribunal.
Saca o tracklisting:
1 - Carry On Up The Morning
2 - Delivery
3 - You Talk
4 - Unbilotitled
5 - Side of the Road
6 - Crumb Begging Baghead
7 - UnStookie Titled
8 - French Dog Blues
9 - There She Goes
10 - Baddies Boogie
11- Deft Left Hand
13 - The Lost Art of Murder
Diz se a o nome da faixa treze não vale um disco? Na verdade eu acho que deveria ser o nome de um disco, mas enfim... A música é muito boa também! Na verdade o disco talvez não tenha nada demais. Mas é por isso que é tão legal.
Clique na capa para ver o clipe de Delivery.

sábado, 22 de setembro de 2007

Kanye West - Graduation

Ao vencedor o review!! (Sim eu sei. Isso é só uma desculpa para que eu não tenha que escutar o disco do 50 Cent. Mas você pode me culpar?). Kanye West destruiu 50 na batalha pelos discos que tomou conta dos Estados Unidos na semana passada. Seu álbum vendeu em torno de 975,000 cópias em 6 dias, contra 691,000 do disco de 50 cent. Isso sem contar os downloads honestos que já passam da casa dos 100 mil. Foi a melhor época para venda de música em muito tempo. E também apenas a segunda vez que dois discos lançados juntos ultrapassam a casa dos 600 mil unidades cada (A outra vez foi os dois “Use Your Illusion” do Guns N’ Roses). Mas deixando essa matemática de lado. O disco vale tudo isso? Ah! Isso vale. Pode até não ser o melhor trabalho de Kanye, mas o disco vai melhorando conforme se escuta. O que é bem estranho para um disco de rap. E, além disso, é o seu trabalho mais coeso e enxuto. E se na primeira faixa “Good Morning” ele diz: “Hoje nos tornaremos lendários”. Ele está no caminho certo. O cara de fato é um mito. "Graduation" é seu terceiro disco em quatro anos, sem contar as produções e participações especiais, e Kanye parece conseguir soltar um disco como esse como se não fosse nada. O que não é verdade. E ele até sabe. Por isso acho que ele fica tão irritado quando perde algum prêmio. Se você não tem o menor gosto por hip-hop talvez deva dar uma chance ao cara. Kanye evita de usar as mesmas batidas de sempre e faz por cima um som mais orgânico e mais orquestrado, com pianos, violinos e o que mais lhe der na cabeça. E se ele não é o melhor cantor do mundo, pelo menos ele tenta distrair sua atenção com parcerias e convidados talentosos, como no primeiro single “Stronger” com o Daft Punk e “Homecoming” com Chris Martin do Coldplay. Em Graduation, West , ainda evita totalmente as “skits”, aquelas faixas que rappers usam com conversas, piadinhas e que só deixam o disco mais chato. Falando em chato ele também consegue se segurar e entrega apenas 12 faixas, sendo que poucas ultrapassam os 3 minutos e pouco. A deliciosa “Champion” nem chega a três. Antes mesmo que você perceba já esta na faixa seis. Aí o disco da uma caidinha momentânea, mas logo se recupera e no final o saldo é altamente positivo. Graduation fica mais como um disco de transição, como se ele estivesse testando coisas, mas é uma boa maneira de conhecer o trabalho Kanye West, que só tem evoluído, e atualmente pode se gabar do título rei do rap.
Clique na capa fofa e veja o clipe da ótima Good Life
( - E pegue aí a música Homecoming com Chris Martin.)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Diga Trinta e Três!!!

Esse é o novo filme dos criadores de Crank (como chama aqui mesmo? Ah é! Adrenalina). Tá bem... Eu sei que não é um clássico nem nada, mas é legalzinho, original, e tem um final bem bacana. Pathology me lembra da série Dexter(Não aquele Dexter do laboratório, o serial killer de assasinos). Nesse thriller, um grupo de médicos brincam para descobrir quem pode cometer o crime perfeito. Mas agora eles vão se dar muito mal porque estão brincando com ninguém menos que Peter Petrelli. O trailer é bem interesante e se o filme não cair na mesmice do meio para o fim pode ser divertido.
Clique para ver.

sábado, 15 de setembro de 2007

Smells Like Classic!!!

Grandes Filmes (Que Ainda Não Sairam)
- Youth Without Youth -

Simplesmente o primeiro filme de Francis Ford Coppola em 10 anos!! O diretor de Apocalypse Now e de O Poderoso Chefão faz um filme muito pessoal e fora dos padrões Hollywoodianos. Na história Tim Roth (protagonista, que show!) interpreta um professor de lingüística que, após sobreviver a um evento, tem sua juventude restaurada e seu intelecto empliado, e se verá preso em uma trama que envolve nazistas, a origem da linguagem, e o amor de sua vida! Yeah! Francis exibiu uma versão do filme para amigos, incluindo aí Spike Jonze, Alfonso Cuarón, Martin Scorsesse, Gus Van Sant e Andy Garcia, após o Oscar desse ano, e ele tem sido considerado "bom, mas difícil". Eu adorei o pôster do filme. Repare bem, ele tem um exagero de elementos, mas eles foram muito bem colocados e dizem nada e tudo ao mesmo tempo. Nos States sai 14 de Dezembro. Aqui, vai saber...
(Sim, estou empolgado, sinto cheiro de filme do ano. Quiçá...)
Clique e veja o trailer!! Mas veja mesmo!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

King of Rap!!

Embora a mídia brasileira não tenha dado a menor atenção ao assunto, nos Estados Unidos essa semana só se falou de uma coisa, na verdade duas, Kanye West e 50 cent. Os dois maiores rappers da atualidade (Eminem está de folga) decidiram lançar seus discos no mesmo dia recriando algo como a batalha dos singles entre Oasis e Blur nos anos 90. Na verdade a culpa desse lançamento foi mais de Kanye. Como 50 atrasou seu disco em quase 2 meses, se aproximando do lançamento do seu, Kanye decidiu adiantar o seu em uma semana. Na ultima terça os dois chegaram as lojas americanas. "Graduation" é o mais novo trabalho de Kanye o seu terceiro disco em 4 anos. E "Curtis" é o novo, e também terceiro, de 50. Embora tenha havido algum clima de disputa mais pesado, 50 cent chegou a declarar que se o album de West vendesse mais do que o dele ele deixaria de lançar discos solo, declarações respeitosas de Kanye dizendo que seria até bom para o público ter dois grandes disco em um só dia acalmaram as coisas e eles até posaram juntos para a capa da Rollingstone. Jogada de marketing? Claro, descaradamente. Mas uma ótima. West foi muito esperto. Deu chance para todo mundo especular, eles ganharam mais matérias e mais espaço, e agora todo mundo está a espera do resultado da Billboard na semana que vem. Na minha opinião Kanye leva fácil de saída, mas, como o Oasis fez, será superado por 50 no final. De qualquer maneira eu adoro essas coisas. Já ouvi o disco do Kanye e gostei bastante. Ele é bom mesmo. Estou tomando coragem para dar uma escutada no outro.
Coloco os reviews aqui logo mais ok?
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- Clique nas fotos para ver:
1 - Um pudim
2 - Kanye West com Daft Punk ( Stronger )
3 - 50 cent com Justin Timberlake ( Ayo Technology )

Stereophonics - Pull The Pin -

O que faz uma banda ser boa? Certo, eu sei. Mas o que faz uma banda ser boa e chamar atenção? Existem bandas que são boas e que a maioria das pessoas gosta. E aquelas outras que também são até boas, mas não chegam causar nenhuma impressão (Claro que essas sempre tem os babacas para dizer: “Ah! Todo mundo gosta do Arctic Monkeys, mas não sabem de nada. Bom mesmo é o Rakes”). Existem qualidades que não são calculáveis. Existe um ponto que somente é acessível para quem tem um grande carisma, um grande talento, e uma grande sorte. Você pode escutar o ultimo disco inteiro do Bravery e achar muito bom. E ele é cheio de canções que lembram outras bandas moderninhas, como o Franz Ferdinand. Só que por mais que Sam Endicott se esforce em “Fistfull of Sand”, por exemplo, ele não consegue passar de certo nível. A mesma música, se estivesse em um disco do Franz seria muito melhor. Alguma coisa acontece, existe uma certa aura, quando Alex Kapranos chega com sua blusa listrada, a guitarra caindo lado, o cabelo em forma de cuia e segura o microfone com aquele olhar meio de lado, qualquer bobagem que ele disser soa melhor, mais verdadeiro. E o mesmo “I can hold you in my hands/ But you’ve slipped away like a fistfull of sand” da música do Bravery, que provavelmente ninguém ouviu (e nem deve), seria cantado nos clubes alternativos por aí. E isso me traz ao novo disco do Stereophonics. Com sua capa muito louca Pull The Pin é um disco muito legal. Tem canções pesadas e baladas gostosas. Mas e daí? Você não vai ouvir. Você não quer saber. O Stereophonics é uma banda que nasceu para fazer uma coletânea. Todo disco deles tem uma ou duas músicas marcantes e só. No ultimo disco eles saíram com a ótima “Dakota”. Nesse eles fazem a baladona “It Means Nothing”, que com certeza vai para algum filme. As outras não são nem de longe ruins, mas não ficam. Se você escutar o disco umas duas vezes e depois colocar de novo você vai lembrar que ouviu, mas acho muito difícil que de repente você comece a cantarolar uma das músicas pela rua. Kelly Jones é um vocalista fantástico. Mas por mais que ele se esgoele e arranhe a garganta, ele continua sem graça. Não é culpa dele. Ele só não tem a All Sparks, aquela fagulha de vida, aquele 1% que faz com que as coisas se tornem mais do que são.
(Putz, eu citei Transformers. Porquê você está prestando atenção no que eu digo?)
Clique suspire com It Means Nothing.

Vanguart!!! ( Review )

Depois desse tempo todo saiu finalmente o disco do Vanguart, encartado na revista OutraCoisa. E ele é... O que se esperava. Nada de muito novo. Nada de revolucionário. Tem as músicas que todo mundo conhece e gosta e outras novas. Ao contrário do que pregam alguns jornalistas nacionais, que estranhamente sempre se deslumbram quando alguém tem um mínimo de talento, o Vanguart faz um som redondinho e só. Mas espera um pouco. Isso não quer dizer que eles não fazem bem. Mas é que já andaram chamando Helio Flanders, o vocalista, de o Thom Yorke brasileiro, o Bob Dylan brasileiro, e coitado, nem se ele nascer de novo. Aliás ele mesmo é muito gente boa e nem tem essa pretensão. O disco abre com a clássica, "Semáforo", que ficou ainda melhor nessa versão. Mas logo na seqüência começa o que para mim é o grande problema da banda hoje. Acredite se quiser, mas eu acho que eles deviam manter as letras somente em português. A diferença de qualidade é gigantesca entre as letras em inglês e português (tem uma em espanhol também). Eu sei que o projeto original era cantar nas duas línguas, mas e daí? Muda o projeto oras. O que acontece é que enquanto músicas como "Cachaça", "Para Abrir os Olhos", "Enquanto Isso na Lanchonete" e a linda "Cosmonautas" (Grade destaque para as duas ultimas) são musicas muito boas e se diferenciam no meio do que se faz por aqui, as outras não resistem a comparação. E quando canta inglês Helio canta bem mais ou menos... Fica pior ainda quando o guitarrista David Jafre resolve se meter a vocal. Tirando isso, que não chega a estragar tudo, o disco é muito gostoso e a banda manda muito bem. Vale a pena conferir sim. Mas, sinto muito, não vai derrubar o muro entre cena independente e Domingão do Faustão nem daqui a mil anos.
Clique na capa para ir ao myspace do Vanguart, escute e compare.

Express Update!!!


- O Foo Fighters está voltando a cena com mais um disco de rockão, “Echoes Silence, Patience & Grace”. Um nome péssimo na minha opinião. Mas com toda essa mania “Indie”, é bom ver Dave Grohl assumir seu tamanho e seu lugar no mainstream. Mas diferentemente das outras vezes o clipe do primeiro single “The Pretender” não é assim tão empolgante. Não é ruim, mas o clipe inteiro é só a preparação de um momento no finalzinho. Pelo menos quando acontece o que você sabe que vai acontecer é legal. Confuso? Clica na foto que você entende.


- O mesmo não acontece com Illegal Atacks o novo single de Ian Brown, do Stone Roses. Sei lá, você fica esperando o momento em que a música vai virar e ela não vira. E por mais que a letra seja bonitona ele está uns 3 anos atrasado nesse papo. Mas o clipe é bem bonito. Pena que o Green Day já fez um igual. E esse cara e Liam Gallagher não são mesmo irmão gêmeos?

- Eu sei que essa altura do campeonato você já deve ter visto. Mas vá lá. Eu sinto vergonha pelos outros então você pode imaginar como eu me senti assistindo a doente da Britney Spears, pagando o mico do ano ao se apresentar no VMA da Mtv, no ultimo fim de semana. Que coisa triste... A mulher errou a letra, furou o playback, não conseguia dançar, estava aparentemente meio bêbada e, minha filha, não é que você esteja assim, gorda, mas para usar uma falta de roupa dessa, ou você é a Kate Moss ou é melhor nem tentar. Até porque, se é para passar vergonha, é melhor estar vestido não? No vídeo também tem aquela comediante apelativa, que eu não lembro o nome, fazendo graça logo na seqüência. Ela é péssima, mas até que “Você já viram os filhos dela? São os erros mais lindos do mundo” foi engraçado...


- Falando no VMA tivemos mais uma derrota do Kanye West e de novo ele ficou muito puto. Filmaram o cara nos bastidores gritando: “De novo? Dois anos seguidos. Eu já perdi para o Black Eyed Peas. Eles não me dão uma chance, não volto mais nessa porcaria”. Ele é um artista e tal, e perder para o Black Eyed Peas deve ser mesmo chato, mas ele podia deixar de ser babaca e parar de achar que tudo que acontece é porque ele é negro.


- Saiu, finalmente, a versão final do pôster de Southland Tales, possível filmaço de Richard Kelly, o mesmo de Donnie Darko. Eu digo possível porque o filme está pronto desde o começo do ano passado, mas após a recepção em gelada em Cannes, o que para mim era um ótimo sinal, Kelly cortou quase meia hora de projeção em troca de um acordo com a Sony, que iria pagar por uma melhora em alguns efeitos visuais. O pôster é interessante, a jogada com a bandeira americana caída e tal, mas mostra que eles não têm idéia de como vender o filme e estão atirando para todo lado. O canto direito é quase um pôster sozinho.

Saiu também o teaser do filme do Homem de Ferro. Teaser só no nome porque tem mais de 2 minutos de duração. O trailer vai ter cinco? De qualquer maneira Robert rulez. E repare na música que toca quando ele sai vestido com o protótipo da armadura. Sim! É Iron Man, do Black Sabbath. Clica aew!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Calma, respira...

Eu ia fazer uma mega-atualização agora. Mas o novo disco do Radiohead está pronto. Quem falou foi o próprio guitarrista Jonny Greenwood, que disse se sentir até aliviado depois de terminar de gravar tão intensamente. Agora só falta arrumarem uma gravadora para distribuir o disco, já que a EMI não renovou com os caras (Ela com certeza está com artistas melhores no catálogo).

Então nada de atualizações... Vamos pensar nisso por uns instantes.

domingo, 9 de setembro de 2007

Check It!!! ( Ra Ra Riot )

Mais atrasada do que nunca essa dica. Sei lá porque eu achei que já tinha dado. Vai assim mesmo. O Ra Ra Riot é uma banda americana que faz um som no estilo Arcade Fire, só que um pouco mais contido. Com letras muito legais e uma melodia doce e grudenta. É muito bom mesmo e vale a pena. Desde que eu ouvi pela primeira vez, o começo de "Can You Tell" não sai da minha cabeça. Mas se no começo isso era ruim, agora a letra já significa outra coisa.
"Oh Baby baby baby baby...
How Long Am I Supose To Wait?
I Think About You Nightly
Oh, Can You Tell I'm Losing Sleep?"

(Legal isso né?)
O triste é que, agora que eles estavam começando a crescer, o baterista deles, John Pike, morreu em um acidente estranhíssimo, estilo Jeff Buckley. Enquanto a banda se recompõe escute o EP lançado em Julho, mas que já estava na Net a algum tempo. Se o disco sair tão bom...
E clique na foto para ver linda Each Year.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Prova de...!!!


Já dizia o sábio DM: "Querem me roubar que roubem, mas não mintam para mim". Pois bem, saiu a nova arte promocional do novo filme de Quantin Tarantino. Bem, na verdade À Prova de Morte (Death Proof) é a parte de Tarantino no filme/projeto Grindhouse, lançado no começo do ano. Como o filme foi um fracasso no USA o estúdio decidiu cortar o filme em duas partes e lançar no mercado internacional como se fossem dois filmes independentes. Ridículo! Claro que eles podem fazer isso... Mas precisam fingir que essa era sempre a idéia? Para dar um reforço meteram no pôster e no trailer a frase: "O Quinto Filme De Quentin Tarantino". Tudo bem, realmente é, mas não era tratado com tal. Não mesmo. Nem por ele. Só depois que tudo foi por água abaixo que Q começou a dizer: "Não, eu sempre planejei Death Proof como meu quinto filme. Só que resolvemos apresentá-lo em uma sessão dupla". Lies! Lies! De minha parte eu até iria preferir se fosse isso mesmo. Me polpa de assisitir um filme de Robert Rodrigues, um dos maiores engodos dos tempos modernos. Mas é inegável que Grindhouse era uma idéia genial e divertida. Só que difícil. E isso também era óbvio. Se você quer fazer dois filmes trash e quer lança-los juntos, em uma sessão de três horas, recheada de trailers nojentos, de filmes malucos que não existem, na páscoa. Pode fazer. Mas não reclame se não der dinheiro. Engula e faça como Scorsese diz no comercial do Johnnie Walker: "Ano que vem eu tento de novo!" Todo mundo sabe que eu adoro o Tarantino, todos os seus filmes, e que já assisti Pulp Fiction, mais de 50 vezes, antes de comprar o filme. Mas colocando "Tarantino Apresenta" em qualquer porcaria, e deixando que o estúdio lance seu filme com um trailer cheio de bundas ( e que...) igual a esse só prova um coisa para mim: Todo mundo tem um preço meeeesmo.

(Para não dizer que eu sou chato compare o pôster antigo com o novo.)

E clique para ver o trailer.