sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Uma Década No Cinema!!! - 2002 -

O processo de fazer uma lista como essa para mim não é nada simples. A quantidade de informação sobre esses filmes é grande demais e escolher entre um ou outro até mesmo para ilustar esses posts é um processo chato. A imagem de baixo por exemplo, com o furacão Catherine Zeta Jones, do divertidíssimo e inacreditávelmente bem editado Chicago só entrou no lugar de Nicole Kidman, em As Horas, outro dos meus filmes favoritos do ano, depois de certo debate interno. Mais do que escolher somente os melhores do ano a idéia é dar uma panorama do momento em o cinema vivia. Pois estamos em 2002 e a paranoia com o 11 de Setembro ainda estava começado e afetou muito dos acontecimentos nos anos seguintes. Esse também foi o ano das sequências: A segunda parte (e mais fraca) de O Senhor dos Anéis, o segundo Harry Potter (tão ruim quanto o primeiro), Homens de Preto 2, George Lucas continuou zuando a saga em Star Wars Episódio II, teve Blade 2, Stuart Little 2, até 'Máfia no Divã 2' rolou...
Sempre procurando polêmica Spike Lee foi o primeiro a mexer na tragédia do World Trade Center. Nada de mais, só uma imagem das luzes que substituíram as torres já foi suficiente para causar impacto. Enquanto alguns colocavam outros removiam. Homem-Aranha, um projeto que estava empacado fazia anos, foi um mega sucesso, mas as torres gêmeas foram apagadas digitalmente dos balanços do herói. O indiano M. Night Shyamalan fez uma sequência de três filmaços seguidos com Sinais, se credenciou como um novo grande nome e se mostrava para muitos um herdeiro digno de Hitchcock. Casamento Grego fez fortuna e Barbershop, desconhecido por aqui, virou mania no Estados Unidos. Eminem levou sua popularidade ao cinema e, por incrível que pareça, não só atuou muito bem como 8 Mile é um filme muito bacana, com destaque para a falecida Brittany Murphy. Danny Boyle fez um 'bringing zombie back' com Extermínio e com Domingo Sangrento ficamos conhecendo a câmera tremida e o estilo documental de Paul Grengrass (outro que iria abordar o 11 de Setembro alguns anos depois) que ficou famoso pelas sequências de A Identidade Bourne, por enquanto nas mãos do ex-indie Doug Liman. Grandes novos diretores lançaram filmes muito bons, porém menores, Chris Nolan com Insônia, P.T.A. com Embriagado de Amor, e Sam Mendes com Estrada para Perdição. Outro que ficou no quase foi Gangues de Nova York, que pelo menos deu ao mundo a volta de Daniel Day-Lewis. No lado de grandes nomes que deram certo, Pedro Almodóvar evitou o dramalhão fácil e se superou com Fale com Ela, David Cronenberg continuou com o que seria uma sequência de filmes geniais com o obscuro Spider e Steven Spielberg pode ter avacalhado com o relançamento de E.T., mas se a culpa fez ele soltar no mesmo ano o icônico e futurístico Minority Report e o delicioso Prenda-Me se for Capaz, even better, está perdoado. Já Regras da Atração, que ninguém viu, de Roger Avary, que nunca recebe o crédito devido por Pulp Fiction, conseguiu a difícil missão de adaptar um livro muito difícil de Bret Easton Ellis, que ninguém leu. Falando nisso, Adaptação, um filme sensacional e muito importante para mim, quase conseguiu o primeiro lugar na lista, mas por mais que seja difícil, temos que ser justos...

- Cidade de Deus - (Fernando Meirelles)

O que tem para ser dito sobre esse filme? Para meu desgosto não é só o melhor filme de 2002. É o melhor filme brasileiro da história e ficaria bem alto em uma lista de melhores de todos os tempos. Cidade de Deus é simplesmente genial. A coisa mais próxima que nós conseguimos fazer de um Poderoso Chefão ou de um Os Bons Companheiros. E acredite, isso para mim é um grande elogio. Não só por que a história é fantástica, lidando com coisas da baixa realidade brasileira sem aquele olhar condescendente de classe média culpada. Não só por que Fernando Meirelles se tornou uma esperança de um Oscar que seria realmente merecido, e teve habilidade de fazer até uma galinha ser muito legal. Não só por que todos os aspectos do filme, do roteiro até a excelente montagem, são de primeiro nível. Não só por que o filme foi uma descarga elétrica no peito do cambaleante cinema nacional. Mas principalmente devido aos seus personagens, que ganharam vida através de um processo de seleção de atores bacana, que são tão marcantes e memoráveis quanto os de qualquer grande clássico hollywoodiano. O filme pode ser culpado por ter inicidado quase um gênero de filmes nacionais e ter aberto as portas para um punhado de besteiras e pieguices cinematográficas com a chamada estética da pobreza em primeiro plano, mas seria como culpar o Strokes pelo Razorlight. Até porque, em comparação com Cidade de Deus, esses filmes seriam apenas um Dadinho, e aqui estamos falando de Zé Pequeno, porra!!

Uma Década No Cinema!!! - 2001 -

De odisséia no espaço por aviões derrubando prédios, muita coisa aconteceu em 2001, que começou com grande expectativa. Expectativa só superada pela frustração de alguns filmes horríveis que o ano trouxe. Jurassic Park 3 conseguiu o feito incrível de ser pior que o 2. Hannibal foi tão ruim que fez muita gente pensar se O Silêncio dos Inocentes era mesmo tão bom. O desnecessarário remake de Planeta dos Macacos passou pela mão de muita gente, incluindo James Cameron, até cair com Tim Burton que fez um de seus piores filmes. Falando em James Cameron muito se comentou sobre Pearl Harbor que tinha chances de se tornar um sucesso como Titanic, ao contar a história de um amor em meio a uma grande tragédia, mas a similaridade foi somente na maneira como o filme afundou. Se a medida for proporção, deve ser um dos piores filmes da década. Saindo diretamente de um dos melhores filmes do ano anterior Cameron Crowe trouxe Tom Cruise para cometer Vanilla Sky, remake do filme espanhol de Alejandro Amenábar que se saiu muito melhor no ano com o suspense Os Outros. David Duchovny irritou meio mundo por ter saído de Arquivo-X para fazer o terrível evolução. Já Steven Spielberg ficou no meio do caminho entre o genial e o chato com Inteligência Artificial. O filme se sairia bem com uns minutos à menos, e seria um filmaço se tivesse sido dirigido por Kubrick, como era o plano original.
Do outro lado do espectro tivemos grande clássicos modernos. A animação computadorizada se afirmou com Monstros S.A. e Shrek, mas ainda conseguiu tomar porrada da genialidade clássica de Hayao Myazaki e seu fantástico A Viagem de Chihiro. Moulin Rouge não trouxe os músicais de volta como se previa, mas revolucionou o gênero jogando Nirvana, Madonna e Sting no meio de Paris, em uma história tão trágica quanto modernosa. Onze Homens e Um Segredo foi o equivalente cinematográfico de um supergrupo músical, e como tal, só deu certo uma vez, mas o resultado foi um dos filmes mais divertidos de todos os tempos. O cinema Indie também estava em alta em 2001: Amélie Poulain fez a cabeça de uma geração inteira de mocinhas pseudo-cults. Donnie Darko trouxe coelhos fantasmas, teoria da relatividade e Tears for Fears para um subúrbio americano, lançando a carreira de Jake Gyllenhaal e o grande engodo que foi o diretor David Kelly. Richard Linklater inovou com o delirante Waking Life. Alfonso Cuarón voltou para casa e mostrou que tinha mesmo muito talento com E Sua Mãe Também. David Lynch confundiu as massas com o sublime Cidade dos Sonhos e Wes Anderson superou Rushmore com Os Excêntricos Tenenbaums. Já no final do ano Harry Potter lança sua série, que ainda tem dois filmes para sair, e mostrou seu poder, já que uma mega-bilheteria com um filme tão cretino só com mágica. Para encerrar o ano, queixos caíram quando Peter Jackson filmou o infilmável na primeira parte da preciosa adaptação de O Senhor dos Anéis. Até hoje o filme que eu mais ví no cinema: 11 vezes, contando com a versão extendida. Mesmo assim, ele ainda perdeu o posto de melhor do ano para:

- Ghost World - (Terry Zwigoff)

Trainspotting e Clube da Luta trouxeram para o cinema alguns questionamentos profundos sobre o mundo moderno. Como viver em uma sociedade que não precisa de você? O que você faz com suas escolhas de vida se você não se interessa por nenhuma delas? Mais importante: somos obrigado à ser alguma coisa? Somos obrigados à escolher? Mas, para propósitos de narrativa, os personagens desses dois filmes têm seus grupos e suas válvulas de escape. A realidade dos filmes é ligeiramente falsa. Eles tem a possibilidade de simplesmente explodir o mundo com bombas feitas de gordura humana. Isso não é possível para as jovens Enid e Rebecca, duas amigas terminando o que seria nosso ensino médio e encarando o que poderia ser o resto de suas vidas. As duas tem um apego mútuo uma pela outra e um sentimento de desprezo pelo resto da humanidade. O diretor Terry Zwigoff, estreando em ficção, se apega ao material original e consegue dar os tons certos na história, baseada nos quadrinhos de Daniel Clowes. Clowes tem o talento de capturar em sua história a solidão nas coisas simples da vida, da maneira que Edgar Degas fazia com suas telas, e Zwigoff traduz esse sentimento com perfeição. A história vai mudando de tom quando Rebecca vai se acostumando com seu novo trabalho em um café e com a idéia de alugar um apartamento com sua amiga, mas Enid está sempre indecisa e não consegue encarar deixar seu universo pessoal. Não como se ela não quisesse crescer, mas a perspectiva de se juntar ao resto das pessoas em uma vida com família, filhos, trabalho das 9 ás 6, idéias padronizadas, politicamente corretas, falsidade e estupidez é simplemente horrivel demais. A história então se desenrola quando as duas conhecem Seymour (Steve Buscemi, em grande papel) um esquisitão por quem Enid se fascina. O filme não dá uma resposta fácil para nenhuma das questões abordadas, nem mesmo para o destino das personagens. Mas talvez seja essa a sina de todos aqueles que já se sentiram fora do eixo das coisas, cercados por um mundo fantasma. Ser um pouco inteligente demais para se encaixar, mas não o suficiente para entender porque isso dói.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Uma Década No Cinema!!! - 2000 -

Muito antes do épico de guerra de Tarantino, diretores e roteiristas começaram a década com uma missão inglória: o que fazer depois de Clube da Luta? O rebelde e impactante filme de David Fincher fechou os anos noventa e o primeiro século de cinema com um questionamento que ainda hoje soa mais que atual. Seria o filme mais importante da década, se não tivesse saído em 99. Mas 2000 foi um ano muito legal para os filmes. Gladiador levou tudo e tornou Russel Crowe um astro. Lars von Trier acabou com Björk e fez chorar todo mundo que aguentou assistir Dançando no Escuro. Brian Singer com X-Men pavimentou o que acabaria sendo o gênero de ação da década com adaptações de quadrinhos. Psicopata Americano colocou Christian Bale em um papel que lhe abriu as portas para o primeiro time. Tom Hanks discutindo com uma bola de vôlei entrou para o imaginário popular. Fica até difícil escolher o melhor filme do ano. Honra, justiça, lealdade e filosofia, que explodem em conflito nas imagens belíssimas de O Tigre e o Dragão ou a confusão mental do fantástico Amnésia de Chris Nolan? A crueldade humana de Amores Brutos ou a carta de amor saudosista de Quase Famosos? Por um fio de cabelo eu resisti dar o primeiro lugar para a viagem ácida e sombria do gênio Darren Aronofsky, Réquiem para um Sonho, e escolhi algo um pouco mais pessoal...

- Ata Fidelidade - (Stephen Frears)

- 'Eu escuto música pop porque estou infeliz? Ou eu estou infeliz porque escuto música pop?'. Essa frase ronda constantemente minha cabeça. Lembrei disso ontem a noite, logo depois de arremessar meu mp3 no chão. Em uma trama simples, embalada pela melhor trilha sonora ever, John 'cool' Cusack se separa da namorada e passa seus dias em sua loja de discos falida fazendo listas de top5, zombando dos clientes, remoendo seus relacionamentos antigos e encarando a possibilidade de um futuro amargurado. O resultado de suas refexões são, além de hilários, dolorosamente verdadeiros. O texto é genial, baseado no livro de Nick Hornby, a edição é fantástica e as atuações são perfeitas. Sem contar com Jack Black que faz seu primeiro papel marcante e rouba todas as cenas em que aparece. Alta Fidelidade é o filme definitivo para todos os egocêntricos, perdidos, com queda por cultura pop e com uma certa tendência à pensar demais.
.
Top 5 - Meus momentos favoritos de Alta Fidelidade
5 - Quando Rob não sabe WHO THE FUCK IS IAN!
4 - Quando um senhor tenta comprar o single de 'I Just Call To Say I Love You'
3 - Quando Rob finalmente encontra Ian
2 - A filosofia: 'Você é o que você gosta'
1 - Quando a banda de Jack Black surpreende todo mundo

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Piu!

Para vocês malucos que continuam entrando aqui...

Me sigam no Twitter.
Que é legal porque é quase como me seguir de verdade.
Com a diferença de que é mais difícil eu te arrastar para o buraco comigo.
(Clique nesse coisa fofa e foi)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

This Is...

Pois é... Why So Serious? Eu já estou enrolando com isso faz algum tempo. E apesar dos apelos insistentes das massas cansadas o blog está sendo interrompido. Infelizmente eu não estou conseguindo me concentrar mais. Está atrapalhando meu estudo, meu serviço e meus outros projetos. E se não for para levar a sério não me serve. Para um blog que começou a funcionar como terapia e que contou com nível de propaganda abaixo da crítica, até que eu tive um número de acessos razoável e um público cativo. Mesmo que muitas vezes silencioso. O que foi bom porque nunca fui muito de ficar respondendo besteiras.
.
Por mais de dois anos e com algumas centenas de posts, news, reviews, previews, piadas em geral, tudo entre variações violentas de humor e atravessando crises, Popscene! conseguiu manter o mesmo nível raso e cretino. E disso tenho até um certo orgulho. No geral até que estou satisfeito com o trabalho. Mas, dessa maneira, me encheu. Talvez eu reformule ou bole outra coisa mais para frente. Mas acho que é hora de deixar para lá e começar mais uma vida nova. E vou deixá-los antes que vocês me deixem. No more sleeping with ghosts...
.
Agradeço sinceramente a todo mundo que perdeu seu tempo entrando aqui durante esses dois anos. Pelos que comentaram e por alguns que me mandaram mensagens e que eu conheci pelo e-mail antigo do perfil. Espero que pelo menos vocês tenham se divertido um pouco. Eu me diverti, pelo menos de mentirinha.
.
Apenas fico triste por vocês, que serão obrigados a enfrentar suas vidas ordinárias sem nada para se distrair. Pelo menos não com essa qualidade ;)
Mas quem sabe a gente não se encontra de novo?
Continue olhando para o alto.
.
Ciao para quem fica.
E chega de falar de mim.
Como estão vocês?
.
.
.
(And now, ladies and gentleman, for my next number...)
S.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

All That Remains...

Tinha umas coisas já semi-prontas ou já salvas que eu estava esperando para postar aos poucos. As matérias mais longas eu apaguei totalmente.
O que sobrou está aqui. Retalhado. De uma só vez.
.
Ultimos discos legais que estou ouvindo:
Silversun Pickups - Swoon
Não é só a capa linda que faz esse disco. Leva para uma linha diferente mais rocker que o primeiro, mas mantendo o climão. Grandes canções. Para você mais escolado, talvez pareça mais normal, mas é o tipo de disco que pode mudar a vida do seu irmãozinho...
.
Doves - Kingdom Rust
Uma das mais subestimadas bandas atuais. O Doves acerta a mão, se recupera do tropeço anterior e faz um álbum comparável ao primeiro. Se não melhor. Vale a pena descobrir. Com dico: o disco vai ficando cada vez melhor para o final.
.
The Horrors - Primary Colours
Mais uma prova de que os tempos atuais, com a cultura do imediatismo, são muito injustos. Poucas vezes você verá uma banda passar de mediana para genial como o Horros fez para esse segundo disco. Se você já os conhecia, você não os conhecia. Acredite.
.
.
Qualquer momento sai o novo do Maxïmo Park e também o que está sendo chamado de melhor disco do Green Day. Aí fica a critério se você acha que isso significa alguma coisa. 2009 deve ser lembrado como um dos melhores anos para música. Nos ainda estamos em Abril...
.
.
Grandes Filmes (Que Ainda Não Saíram) - 2009!!!
.
As Promessas:
Edge of Darkness de Martin Campbell
This Side of Truth de Ricky Gervais
The Road de John Hillcoat
Tree of Life de Terrence Malick
I Love You Phillip Morris de Glenn Ficara e John Requa
Jennifer's Body de Karyn Kusama
Drag Me To Hell de Sam Raimi
.
Os Legais:
Where The Wild Things Are de Spike Jonze
Ashecliffe de Martin Scorsese
Fantastic Mr. Fox de Wes Anderson
Sherlock Holmes de Guy Ritchie
Up de Pete Docter e Bob Peterson
Public Enemies de Michael Mann
.
Os Imperdíveis:
The Lovely Bones de Peter Jackson
- Pete quer mostrar serviço depois de King Kong.
.
Nine de Rob Marshall (Não confundir com a animação '9')
- Músical premiado, baseado em filme de Fellini, trazendo Sophia Loren, nas mãos de um cara que fez Richard Gere atuar, mas que agora tem Daniel Day-Lewis. Onde eu assino?
.
Inglorious Basterds de Quentin Tarantino
- É Quentin Tarantino. Você não está prestando atenção? Porra...
.
AVATAR de James Cameron
- Porque você nunca viu nada igual.
.
.
Lições de Cinema!!!

- Lição 6
"Não é o que você esconde por dentro. O que você faz é o que te define."
- Batman Begins (2005) -
.
- Lição 7
"Um sentimento tão forte não é destinado a durar"
- The Matrix Reloaded (2003) -
.

- Lição 8

"Na vida o que importa não é quão forte você pode bater.
É o quanto você aguenta apanhar e ainda assim continuar seguindo em frente."
- Rocky Balboa (2006) -
.
.
.
- Lição Final
"Se você é bom em alguma coisa, jamais faça de graça"
- The Dark Knight (2008)

Preview - Public Enemies!!!

Foi para isso que inventaram o cinema.
'Captain' Johnny Depp
Christian ' What Don't You Fucking Understand' Bale
Marion 'Piaf' Cotillard
em um filme de Michael 'Fogo contra Fogo' Mann
.
"In America's Golden Age of Crime
One Man Wanted The World
Right Now"
.
E nada mais precisa ser dito.

O Sábio da Montanha!!!

"As coisas vão acontecendo de acordo com os acontecimentos."
- Michel Temer - Deputado do PMDB - SP -
.
Falando sobre o 'mau uso' de passagens aéreas e das reuniões que serão feitas para discutir o assunto. Deixando claro que moral e ética na política brasileira são meio que um work in progress...

Guess Who's Back??

Back Again...- "You think thats bad you should hear the rest of my album"
(Clique e veja o novo video para We Made You)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cultura Reversa!!!

(Vai clicando nas fotos e assistindo os vídeos)

Cláaassico da Sessão da Tarde, Negócio Arriscado mostra um garoto que fica sozinho em casa e decide aproveitar a vida. Foi o filme que lançou Tom Cruise nas telas direto para a imaginação da mulherada. E tem a famosa cena em que Tom aproveita sua nova liberdade dançando pela casa de cueca ao som de 'Old Time Rock and Roll' de Bob Seger. A cena já foi aproveitada várias vezes em várias paródias, sendo que uma das mais legais aconteceu na ultima temporada de Scrubs em um dos delírios de J.D.O jogo Guitar Hero, que lá fora é um mega-fenômeno com vários programas em que celebridades mostram seu lado rocker, também utilizou a cena na sua genial campanha 'Liberte seu Rockstar Interior' onde uma celebridade aparece refazendo a cena com a guitarrinha controle do jogo. Em Guitar Hero - World Tour ficaram famosos os anúnios que aparecem Kobe Bryant, Tony Hawk e Michael Phelps:
E nesse outro com Heidi Klum, embora seja meio difícil lembrar sobre o que era o anúncio quando ele acaba:
Tudo isso para o lançamento do novo Guitar Hero: Metallica, que também segue a mesma linha:

.
Estilo Metallica, claro...

Cultura Reversa!!!

Uma série engraçada de sucesso, além de um roteiro inteligente e personagens carismáticos bem interpretados, precisa de uma boa dose de sorte. Uma ajudinha é a canção tema que pode pegar e acabar ficando na sua cabeça. Essas são algumas das minhas favoritas. Depois eu coloco mais.
.
- Mad About You -
Anita Baker gravou 'The Final Frontier' canção que Paul Reiser que é o ator principal e criador da sérier fez para o show. Mas a versão original que foi interpretada por Andrew Gold, a primeira voz humana a 'ecoar' em marte, é bem mais legal. Perfeita para embalar a vida do casal que eu queria ser...
.
- That '70s Show -
A abertura de That '70s Show, que tem a Donna, é do Cheap Trick, cujo baterista anda tocando com o Hanson e o James Iha no Tinted Windows, e meio que tem dois nomes 'Out In The Street' e 'That '70s Song'. Tem até um video que também aparece a Donna. E a música é bem legal porque lembra a Donna.
.
- Friends -
Essa nem precisa falar nada né? 'I'll Be There For You', dos The Rembrants, além de ser a cara da série, é a mais clássica abertura dos anos 90. Quem nunca acompanhou o clap clap clap? No vídeo um coral faz sua versão.
.
- Scrubs -
A série de comédia mais genial dessa década passa batida por muita gente. Como a música de abertura que toca só um pedacinho. Mas é o pedaço mais legal. 'Superman' de Lazlo Bane também tem um vídeo bem legal.

- Cheers -
A música de Cheers, 'Where Everybody Knows Your Name' de Gary Portnoy, é quase um caso a parte. Além de ser linda tem tudo a ver com a série e a abertura dá o tom clássico.
.
- Married With Childrem -
A família mais desgraçada da história. O contraste da canção de Frank Sinatra, 'Love and Marriage', com as letras horriveis e o barulho de marreta na abertura dão a cara da coisa toda.
.
- The Big Bang Theory -
Em mais uma demonstração do domínio de referências dos criadores da série Big Bang Theory, a mais nova a entrar na lista, buscou uma música dos canadenses do Barenaked Ladies. A música original, 'History of Everything' é ainda maior e mais maluca, mas só o pedacinho da série já vale a viagem. O video mostra a banda tentando tocar a música, com certeza porque ficaram pedindo, mas desistindo no meio por não lembrar a letra.
.
(Todas tem vídeo é só clicar nas fotos)

Cover Your Ears!!!

Com saudades do Foo Fighters???
(cri-cri-cri)
Bem, enquanto eles não voltam confiram Dave Grohl fazendo o que pode para tentar mandar uma surpreendente (no sentido de não acredito que eles tocaram essa música) Keep The Car Running do fabuloso Arcade Fire. Com direito a uma piada com Elton John no final.

The Spirit...

O problema é a idéia errada. Se você vai assistir (sei lá o motivo, a vida é sua) 'Dia dos Namorados Macabro 3D', não pode sair reclamando se o filme for horrível. Quer dizer, sério? Mas um cara normal pode olhar para o cartaz de The Spirit (bacanão e dark), ver quem está envolvido (putz o cara do Sin City), ver que tem um monte de atrizes, aham, bem apessoadas (Scarleeeeet!) e acabar pensando se tratar de um programa legal, pelo menos um policial divertido, e com isso acabar entrando em uma fria. E das grandes. Spirit é um filme tão ruim que nem cabe aqui, nesse mero texto de blog, sua ruindade é transcendental. Poemas épicos teriam que ser escritos em louvor de trabalho tão genialmente medonho. É algo tão ruim que é até profissional. Um filme ruim amador é algo tipo Velozes e Furiosos 4 (Review grátis), é besta, é retardado, mas não compromete. Spirit leva a ruindade cinematográfica para outro patamar. Em primeiro lugar porque com os nomes envolvidos um erro desse nível demanda trabalho. Em segundo lugar porque o filme é tão desgraçado que se você sobrevive até o final é até capaz de você sair do cinema mudado, com um novo apreço pela vida do lado de fora. Tanto que algumas pessoas atingiam esse estado de Nirvana antes mesmo do fim. Nunca ví tanta gente saindo de uma sala de cinema. Nem mesmo em Irreversível, e vamos combinar, isso é dizer muito. Legal é a frase do pôster: 'Ele é algo de que o mundo precisa'. Você precisa dele tanto como de um tratamento de canal na alma (o que na verdade o filme chega quase a atingir). Só não é pior, em uma análise impossível, que Austrália porque tem uma hora a menos. Mas acho que precisava só de mais um pouquinho. Foram alguns dos 102 minutos perdidos mais miséraveis da minha vida, e isso vindo de alguém que já despediçou anos inteiros. Se algum dia, por chance do destino, meu caminho se cruzar com o de Frank Miller, ele vai me pagar. Eu juro que vai.
(Nem vale ver o trailer, vai ver Caminho das Índias que você ganha mais)

Do You Like Fishsticks???

South Park, uma das séries mais engraçadas de todos os tempo, (para mim só perde para Seinfeld), fez mais uma vítima. Até demorou na verdade. Parece que eles só estavam dando tempo para a piada ser maior. Desse vez o alvo foi o ego descontrolado do rapper Kanye West. Em um episódio absurdamente hilário Kanye é alvo de uma pegadinha ridícula inventada pelo garoto comediante e deficiente físico Jimmy. É uma piada com o fato de 'fishsticks' soar como 'fish dicks'. Vai assim: Você gosta de fishsticks? Sim? Então você é um peixe gay!
...
Sim é idiota, mas atravessa os Estados Unidos e vira a piada mais engraçada de todos os tempos, menos para Kanye, que apesar de ser, como ele mesmo diz , 'um gênio' e 'a voz de uma geração', não entende a graça e vai até com um especialista na televisão mostrar que ele não é um peixe gay e depois começa a caçar os criadores da piada que ele acredita ser sobre ele. Equanto isso o gordinho Cartman tenta roubar os créditos da piada já que seu próprio ego gigante o impede de ver que ele não teve nada a ver com criação. Tudo isso culminando no final onde Kanye se recusando a admitir que caiu em uma pegadinha resolve se assumir como um peixe gay.
...
O verdadeiro Kanye West colocou em seu blog que o show foi matador e muito engraçado. E que apesar de estar muito triste ele reconheceu o problema e disse que está tentando melhorar. É South Park movendo montanhas! E o legal, não canso de repetir, é que você pode ver todos os episódios de graça na web no site do South Park.
(Clique na foto e assista o episódio Fishsticks)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Música Para os Olhos!!!

Fique esperto que a versão do video é diferente e tem somente metade da música. Mas dá para ter uma idéia geral.

Kasabian - Vlad The Impaler

Preview - Kasabian!!!

Mais uma daquelas bandas idolatradas na Inglaterra, mas que ainda não emplacaram realmente no resto do mundo, especialmente nos EUA. Nada que uma baladona idiota não resolvesse, então também é crédito para a banda não ter seguido esse caminho, mas o tempo foi passando e a impressão que ficou do Kasabian é que 'Club Foot' foi mesmo um caso separado, uma daquelas músicas que uma banda não consegue repetir. Nessa caso especificamente parece que eles não estão nem mesmo interessados, indo cada vez mais para um estilo rock com eletrônica. Com data de lançamento marcada para 8 de Junho o terceiro álbum chamado (segura!) 'West Ryder Pauper Lunatic Asylum' será o primeiro da banda sem o guitarrista Chris Karloff, que saiu durante as gravações de 'Empire'. Deve ser a prova de fogo para a banda já que o cara aparentemente era o principal compositor.
Segue o tracklist:
01 - Underdog
02 - Where Did All The Love Go?
03 - Swarfiga
04 - Fast Fuse
05 - Take Aim
06 - Thick As Thieves
07 - West Rider/Silver Bullet
08 - Vlad The Impaler
09 - Ladies And Gentlemen (Roll The Dice)
10 - Secret Alphabets
11 - Fire
12 - Happiness
.
Pelo menos as faixas tem uns nomes bem legais. A banda inclusive já disponibilizou a faixa 'Vlad The Impaler' para o povo conferir. Mas o primeiro single lançado fisicamente será 'Fire'.
(Você pode baixar a música clicando na foto)

terça-feira, 24 de março de 2009

Lições de Cinema!!!

Lição 5 -
"Sem uma mulher, um homem só faz besteiras"
- Fight Club (1999) -

segunda-feira, 23 de março de 2009

Preview - The Horrors!!!

Talvez sejam as caras engraçadas, ou os nomes idiotas, mas nunca pareceu que o The Horrors era uma banda para se levar muito a sério. Apesar do hype o primeiro disco Strange House era realmente bem legal e foi muito subestimado. Quando do nada a NME se derrete toda e chama o segundo disco de "a surpresa do ano" pode ser que o The Horros ainda tenha coisas para mostrar. Com estilo meio shoegaze Primary Colours sai no dia 4 de maio, ou a qualquer momento...
.
Tracklist:
01 - Mirror's Image
02 -Three Decades
03 - Who Can Say
04 - Do You Remember
05 - New Ice Age
06 -Scarlet Fields
07 -I Only Think of You
08 - I Can't Control Myself
09 -Primary Colours
10 - Sea Within a Sea
(Clique na foto e veja o vídeo de Sea Within a Sea)

Mundo Besta!!!

Oh why, oh why?



I Don't Know...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Movie Maniac!!! 2088 (Parte 2)

Já espumou? Pois agora é hora de falar de quem tem alguma noção do que está fazendo e de três dos maiores diretores dos nossos tempos, esses sim, bons de verdade.
.
- Vicky Cristina Barcelona -Cinema é a vida de Woody Allen, sem isso ele provavelmente cairia duro no chão. Nenhuma história é fraca o suficiente, nenhuma idéia passa batida. Desde os anos setenta ele lança quase um filme por ano. Os poucos anos em que ele não dirigiu um, são compensados pelos outros em que ele dirigiu dois ou três. Não só isso, ele escreve a maioria de seus roteiros e domina a técnica como poucos, atua e participa de várias outras produções e ainda sai tocando clarinete com bandas de jazz. Isso que ele tem 73 anos. Suas quedas são tão constantes quanto suas espantosas recuperações. De ano em ano algum crítico insatisfeito clama a volta de Woody Allen. Nos ultimos tempos o diretor foi dar uma passeio pela europa. Em sua primeira parada, na Inglaterra, fez um clássico, um filme divertido e um qualquer nota. Cansado do clima ruim e da comida pior foi para ensolarada Espanha e me saiu com esse Vicky Cristina Barcelona, uma comédia romântica deliciosa. Com uma atuação irrestível de Penelope Cruz um charmoso Javier Barden e com Scarlett Johansson, esse presente de deus para a humanidade, o filme é divertido, inteligente, bem escrito, até quando é falado em espanhol ('Habla Inglês María Elena!!' é clássica), e tem um final ousado bem digno de Woody. Esse ano ele volta para sua segunda paixão NY. Vamos ver até onde ele aguenta...
.
- Frost/Nixon -
Nem vou comentar sobre a fidelidade histórica ou sobre as atuações perfeitas, especialmente de Frank Langella. Frost/Nixon tem uma cara mais documental, mas é um filme absurdamente bem escrito, com espaço até mesmo para comédia sim, e é simplemesmete de uma classe invejável. A direção de Ron Howard melhora a cada filme mais sério que ele faz, os ângulos e movimentos de foco são de mestre aqui. É tudo questão de encontrar um roteiro certo que ele tem toda condição de construir uma obra-prima. Aqui ele passou bem perto.
.
- O Curioso Caso de Benjamin Button -
O diretor David Fincher é tudo que Danny Boyle gostaria de ser e nunca será. Criado em meio a comerciais e videoclipes, apaixonado por literatura pop e quadrinhos, ele sabe exatamente o tom certo para colocar em seus filmes sem nunca forçar a barra. Se uma música do Pixies toca em uma cena, ela está ali por um motivo muito maior do que para parecer antenado. Sabe trabalhar com adptações e materiais originais e pode ir do visceral de Seven, ao rebelde ultra-moderno impactante de Clube da Luta para o clássico de Zodiaco, até ao lírico Benjamin Button. Tem total domínio de técnicas inovadoras, mas nem por um instante deixa isso tomar a linha de frente da história. Só no quesito efeitos especiais Benjamin Button foi revolucionário em vários aspectos, mas talvez assistindo ao filme você nem perceba que eles estavam lá. Sutileza é uma das palavras chaves no dicionário de um verdadeiro mestre e Fincher não tenta enganar sua platéia. Não pretende ser algo que não é. Com Benjamin Button ele claramente estava mirando em reconhecimento acadêmico por seu trabalho (Coisa pouca para quem já fez um dos melhores filmes de todos os tempos). A história épica do homem que rejuvenesce no mundo em que todo mundo morre não poderia ter sido contada por ninguém melhor. Calibrando o tom poético, inédito em seu trabalho, ele faz um filme sobre morte, perda e vazio que acaba por se tornar um filme sobre vida (na teoria). Com um punhado de cenas de beleza dolorosa e atuações magníficas, o resultado da sessão é definitivamente diferente para cada pessoa. Para mim foi triste, mortalmente triste...
.
- The Dark Knight -
Saiam da frente vermes e pseudo-cults é hora de mostar do que a terrível maquina dominadora de mentes do entretenimento yankee é capaz de produzir quando um mito assume controle total. Christopher Nolan pegou um personagem que já era capenga quando Tim Burton fez seu filme nos anos 80 girou tudo e criou uma obra inspiradora, moderna e revolucionária, uma aula de como se fazer cinema. Ah meu deus, mas é um filme do Batman! Pois fuck it. Nolan deixa de lado qualquer tipo de fidelidade mediocre açucarada e vai de Arthur Penn, Howard Hawks e Fogo Contra Fogo, tudo jogado em uma Gothan City alegórica devastada pela fúria caótica e homicida personificada pela interpretação histórica de Heath Ledger do Coringa. Quando luz e trevas se colidem em The Dark Knight as áreas cinzas resultantes trabalham com conceitos de justiça, vingança e caos com uma inteligência que você não espera em um filme desse tipo. O roteiro de Nolan e seu irmão Jonathan é, no mínimo, genial, colocando camadas e camadas de profundidade e elevando o suspense insuportável até o ponto em que você simplesmente desiste de tentar prever o próximo passo e, mesmo em um filme de herói, simplesmente passa acreditar na possibilidade de que todo mundo pode terminar morto e que qualquer coisa pode acontecer, o que, vamos falar a verdade, é muito, mas muito difícil de se fazer. A fotografia é brilhante e o trabalho com o IMAX é the way of the future. Na verdade não tem um aspecto técnico em que o filme seja menos que impecável. A edição nervosa e a direção de Nolan, que opta pelo estilo CG é para bundões, nunca esqueçe que tem uma platéia para agradar e ao mesmo tempo em que choca não apela em nenhum momento. Você não repara, mas embora pareça ser violentíssimo no filme não tem sangue, não tem fratura, não tem corpos queimados, nada. A idéia da maldade é muito mais assustadora do que ela própria? Pode apostar que sim. Não é a tôa que ele brigou tanto para manter o título original do filme assim. Um filme genial como esse, capaz de misturar arte e entretenimento como poucas vezes foram vistas, não é um Batman qualquer, é The Dark Knight. Perfeito.
.
- The Wrestler -

Darren Aronofsky tem uma missão difícil na vida: fazer um filme ruim. É difícil errar quando você é um gênio (eu sei, eu já tentei). Não precisa nem mesmo ser muito ruim, somente o suficiente para mostrar que ele não veio de outro planeta e que consegue apontar uma câmera para alguma coisa e não transformar em uma obra-prima. Um filme sobre o 3,14 outro sobre drogas, mais um sobre vida eterna e nada, ele deve ter pensado: "Tudo bem, não vou escrever o próximo, vou pegar o roteiro desse cara aqui e fazer um filme sobre luta livre com o Mickey Rourke, esse vai ser péssimo". Tempos depois Rourke revive para o cinema, luta livra nunca pareceu tão bacana e O Lutador é mais um trabalho de gênio. Pobre Darren...
.
Honestidade é a palavra chave. O Lutador não força seu sentimento, não apela para seus sentidos, não inunda sua percepção. Darren não guia seu julgamento pela jornada de Randy Robinson e nem tenta tornar seu personagem agradável. Ele é o que é e assim também é a vida. O filme permite que você veja o que você preferir ver enquanto Randy destrói seu corpo e seus relacionamentos, se arrasta solitário e melancólico na sombra de seu próprio passado, tenta reconstruir sua existência somente para ver o mundo lhe acertar com cada vez mais dor e finalmente abraça com todas suas forças a única coisa na vida que lhe dá uma chance de ser alguma coisa maior do que ele é, mesmo que seja um fingimento, mesmo que seja por alguns instantes. Randy é qualquer um, pode estar ao seu lado no ponto de ônibus ou te servindo na lanchonete. Ele é representação da vida vazia, sem propósito e solitária que espera todos nós. Os interesses nos unem, mas eles também eventualmente nos separam. Todos nós somos ou seremos relíquias melancólicas de uma época morta. Que pode ser destruída em instantes até mesmo com um toque de guitarra. Se Kurt Cobain estragou tudo, como diz Randy em uma cena, de certa forma ele também construiu tudo de novo. E nessa roda todos nós ficamos para trás.
.
O grande barato é que O Lutador não é um filme para baixo, muito pelo contrário é até rápido e as vezes violento. Ele segue exatamente essa ânsia de se recusar em aceitar, de não permitir ser esquecido, de lutar. A interpretação de Rourke é tocante e precisa sendo ele uma representação do próprio papel. Mas não se engane pensando que tudo que ele faz é interpretar a sí mesmo. Seu trabalho vai muito além e carrega ainda mais a alma do filme. E alma é algo que não se pode forçar, não se pode fingir, não se pode buscar num país exótico e embalar em um papel bacanão. Vem da honestidade. Brutal, que te acerta como um soco na cara, mas aí sim, se você conseguir entender, pode te dar esperança de verdade.
(E chega!)

Preview - Placebo!!!

Novo baterista, novo disco, nova atitude. É o Placebo querendo dar uma de positivo no novo disco 'Battle fo The Sun', mais um a engrossar o caldo musical de 2009. Depois do fraquiiinho Meds de 2006 a banda precisava mesmo de uma mudança de atitude, que para o vocalista Brian Molko vem como uma escolha pela vida. A data de lançamento está marcada para o dia 8 de junho, mas você já pode entrar no site da banda, baixar o primeiro single, de mesmo nome do disco, totalmente for free. A a a música é legal, mas mas mas é meio travada e eu eu eu não vejo a tal tal tal mudança de direção... Entre em: http://www.placeboworld.co.uk/
(Ou ou ou clique na foto e escute no no no Youtube mesmo)

Música Para os Olhos!!!

Do seu fantástico terceiro disco Tonight:

Franz Ferdinand - No You Girls

terça-feira, 17 de março de 2009

Movie Maniac!!! 2008 (Parte1)

- Austrália -
Traumatizante... Baz Luhrman sempre surpreendendo. Eu achava que seria ruim, mas não me lembro de passar por desconforto tão grande com um filme. Talvez 'O Apanhador de Sonhos', mas nesse houveram circunstâncias atenuantes. Ele tem uns 15 minutos que são suportáveis. O resto, credo. É avião bombardeando, gente sumindo, crinças morrendo, vacas correndos, CG para todo lado, a cara de boneca inflável de Nicole Kidman tentando chorar e um tédio mortal... Sério o filme tem umas 3 horas e quando bateu 1:50 começou a me dar desespero. Quanto mais dramático o filme tentava ser, e ele tenta, mais nojo me dava. Qual o cúmulo do desinteressante? Austrália!
.
- Dúvida -

Honestamente de todos esses filmes foi o que eu tive menos do que esperava. Não que o filme seja mal feito, mas a história tem o mesmo problema de 'Slumdog Millionaire' é óbvia demais. Desde o primeiro momento você sabe que a história deve chegar ao ponto em que chega, mas os conflitos esperados não se apresentam de maneira satisfatória. Apesar disso serviu para resgatar o diretor John Patrick Shanley, que faz um belíssimo trabalho, no mínimo inesperado para quem dirigiu 'Joe Contra o Vulcão'. Já as atuações são sublimes, como sempre, com destaque para Viola Davis, que mesmo contra gigantes consegue roubar cena nos poucos momentos em que aparece.
.
- O Leitor -

Hugh Jackman, em sua genial e memorável abertura do Oscar desse ano, cantou pequenas vinhetas sobre cada um dos principais filmes de 2008, até que ao cantar sobre O Leitor ele confessa que não assistiu, foi ver Homem de Ferro de novo, mas que jura que vai alugar quando sair. Agora, o que há de errado com O Leitor? É uma história de certa forma comovente e que aborda algumas questões interessantes, mas você já viu isso antes, contado de várias maneiras, e com certeza o seu espaço nas premiações não foi merecido. O diretor Stephen Daldry mais uma vez utiliza seu estoque de longos momentos silenciosos para reflexões profundas e faz um longa esteticamente perfeito, mas não tem graça. E a interpretação de Kate Winslet, fantástica, não supera a de 'Revolutinary Road' que é mais contida e complicada.
.
- Milk -
Gus Van Sant acertou a mão com Milk. O filme é comovente, interessante e até mesmo humorado. Com exceção de Diego Luna, que parece perdido e quase acaba com o filme, todo elenco está mais que perfeito. Destaque para Josh Brolin que deve ter feito um pacto com o demônio ou algo assim porque aprendeu do nada, não só a atuar, mas a atuar genialmente e com variedade e nos ultimos dois anos emplacou uma série de participações marcantes. A mistura de imagens de arquivo cairam bem e o roteiro de Dustin Lance Black é perfeito. Já Sean Penn é aquilo, sobra em cena e some na pele e nos trejeitos de Harvey Milk fazendo dele um personagem complexo e adorável. O problema é só que essa biografias filmadas resumem sempre a história a uma série de clichés e acabam saindo como uma coisa meio documental e repetida. Mais um filme em 2008 com cara de reciclagem. Não é fácil fazer 'O Aviador'.
.
- Slumdog Millionaire -

Alguns filmes são elevados a categoria de clássicos sem realmente ter muita coisa que os coloquem como tal. Bem como grupos de pessoas sempre consideram alguns cineastas gênios pelos motivos errados e mesmo que eles não consigam manter uma obra coesa seus defensores se recusam a enchergar além da estética. Um exemplo clássico disso é Stanley Kubrick, o diretor basicão do unversitário querendo posar de entendido, que chuta essa opinião porque não entendeu '2001' e ouviu alguém dizer que 'Laranja Mecânica' é revolucionário sendo que nunca passou perto de 'Glória Feita de Sangue', 'O Grande Golpe' ou até mesmo 'Spartacus' ou 'Barry Lyndon'. Outro rei dos moderninhos é Tim Burton que tem uma carreira totalmente irregular, mas como sempre se preocupa com o aspecto visual até suas porcarias parecem trabalho pensado. Pior ainda é Danny Boyle. Dono de uma filmografia sem foco e sem estilo próprio. 'Ah! Mas no filme tal toca aquela banda x que eu adoro', chiam os antenados. E daí? Que virasse DJ então. Até porque como eu disse em um post ontem: indie rock é música pop na Inglaterra. Se ele fosse brasileiro provavemente iria colocar Calypso.
.
Boyle é um desesperado travestido de desinteressado. Engana-se quem pensa que ele não mira alto. Sua chamada modernidade é algo totalmente calculado. Dificilmente é superlativo, sendo que seus filmes mantém sempre um tom morno. O show de câmera, luzes e ação embalado pela trilha pop e pretensão é feito para te enganar e camuflar a falta de conteúdo. Um erro comum com esse tipo de diretor, veja o sofrível Southland Tales de Richard Kelly. Boyle caiu no mesmo erro com 'A Praia'. Ou você imagina que quando o filme vira um video-game ele não achava que iriam dizer que era coisa de gênio? Mas claro não é desprovido de talento, quando utiliza sua visão para desconstrução de gêneros faz filmes singelos, interessantes, empolgantes ou simplesmente divertidos como 'Cova Rasa', 'Caiu do Céu' e 'Extermínio'.
.
Em Slumdog Millionaire ele busca inspiração e artistas do cinema indiano para tentar injetar esse frescor que falta em seu trabalho e constrói uma fábula simples de amor e superação, pontuada por uma série de desgraças que beira o inacreditável. Longe, muito longe, de ser inédito. Aqui mesmo no bananão temos nosso 'Cidade de Deus' que tem uma linha bem parecida, mesmo que o prêmio seja diferente. Grupo de personagens atravessa várias etapas de vida com cada um deles buscando um caminho para sair de um estilo de vida. Nem vou comentar as várias cenas de Slumdog que foram claramente 'inspiradas' pelo nosso clássico, mas veja: se em Cidade de Deus as portas se abrem e fecham com as escolhas feitas, em Slumdog a impressão que fica é que para vencer na vida você tem que ter sorte. Senão já era, está escrito e não há o que você possa fazer. Algo que combina muito mais com antigo e opressor sistema indiano de castas, que determinava o valor de um indivíduo por toda sua vida baseado simplesmente na sorte que ele deu ao nascer. Eu sei que parece que na verdade o fime mostra o contrário, mas o que foi possivel para o personagem principal, Jamal, não se aplica a mais ninguém. Mas tirando a veia filosófica da coisa Slumdog falha em muitos aspectos narrativos. Sua trama sub-dickensiana é atrapalhada pelo modo de contar a história travado que tira todo o suspense do filme. Outro problema é a visão, equivocada em muitos aspectos, da própria Índia que pode ser vista de maneira mais real em filmes como 'Salaam Bombay' de Mira Nair, que também trata de meninos de rua, claro que isso não afeta muito a qualidade, afinal não é um documentário, mas a crítica de que o filme mostra uma india para inglês ver procede. Além de algumas coisa que simplemente não funcionam como o fato dos protagonistas aprenderem magicamente um inglês britânico perfeito e por algum motivo não explicado decidirem conversar entre si dessa maneira e a ridícula e mais velha que andar para frente cena em que o personagem toma uma atitude radical, para instantes depois mostrar que ele só estava imaginando. É o manual do diretor moderno em ação, cápitulo 8, truques de salão.
.
Para ficar mais claro eu não odiei o filme. Essas críticas são porque eu considerei o oba-oba muito exagerado. O pior problema para mim em Slumdog é o final (Se você não assistiu cuidado que eu vou contar, não que faça muita diferença). Já diria a versão celulóide de Robert Mackee no genial Adaptação: O final é tudo. Se você acertar nessa hora todo o resto não importa mais. E Slumdog falha em entregar alguma coisa, qualquer coisa, que tornasse o final mais memorável. Como eu disse todo o suspense do filme já estava morto e no final ele simplesmente ganha e leva a garota? Ora, é claro que ele ia ganhar a garota ou você achava que ele ia morrer no fim? Toda a história da participação no programa e do telefonema não faz sentido. Eu poderia pensar em uma dezena de finais muito mais dignos. E depois, tudo que eu vejo são críticos dizendo que o sucesso do filme se deve a ser uma história de esperança que o mundo atual desesperadamente precisava. Sério? Tem um meteoro vindo pra cá e ninguém me disse? O sucesso do filme se deve ao fato de que o povo gosta de uma bobagem inofensiva do mesmo modo que gosta de ser enganado. Até porque para ganhar na sena e levar a garota, meu amigo, você precisa bem mais que esperança. As vezes é melhor ser cínico.
(Não se preocupem porque os elogios vem na parte 2)

Música Para os Olhos!!!

Aqui o vídeo para o primeiro single de 'All The Plans' o novo álbum do Starsailor. É um single bacana e muito superior ao ultimo disco que só tinha músicas chatinhas. Mas é impressão minha ou o vocalista James Walsh está cantando cada vez mais parecido com o Rob Thomas?
Starsailor - Tell Me it's not Over
E como bônus vocês pode ouvir uma versão da música com uma participação do Brandon Flowers do Killers clicando aqui:

Preview - The Enemy!!!

Coisa de inglês. Não sei se é o tempo chato ou a comida ruim, mas o povo daquela ilha se agarra com algumas coisas que não dá para entender. Claro que rock para eles é música pop então talvez isso explique porque bandas como o 'Kings of Leon' de repente viram gênios por lá. Nos ultimos anos poucas bandas novas causaram tanta devoção quanto o The Enemy, pelo menos lá, já que no resto do mundo os moleques são solenemente ignorados. Fazem o tipo de rock que agrada a massa britânica: rock de classe trabalhadora, com refrões grudentos e sem frescura. Chupam diretamente da fonte de Oasis (Que devem ser deuses para os caras) com toques de Kasabian e Manic Street Preachers, mas claro tudo muito na picaretagem. Mas é verdade que a banda é nova e se o vocalista aprender a escrever umas letras menos ridículas eles melhoram já uns 70%. Com o nada sutil nome de 'Music For The People' o segundo album do The Enemy sai dia 27 de Abril e como o primeiro disco da banda 'We'll Live and Die in These Towns' chegou ao primeiro lugar e vendeu horrores a espectativa para o novo lançamento está nas alturas. O primeiro single até que é legal.
- Confira o Tracklist:
01 - Elephant Song
02 -No Time for Tears
03 - 51st State
04 - Sing When You're in Love
05 - Last Goodbye (cara de pau...)
06 - Nation Of Checkout Girls
07 - Don't Break the Red Tape
08 - Be Somebody
09 - Keep Losing
10 - Silver Spoon
(Clique na foto e veja o video do primeiro single No Time For Tears)
.
Ah! Se o Oasis realmente trouxer uma banda a tiracolo para os shows no Brasil a possibilidade dessa banda ser o The Enemy é bem alta, então prepare-se...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Preview - Up!!!

Um velho rabugento resolve cumprir uma antiga promessa e voar com sua casa amarrada em balões até um lugar exótico e misterioso. Seu nome é Carl Fredricksen e mesmo que Up, o próximo filme da Pixar, ainda não tenha saido, ele já é um dos personagens animados mais geniais de todos os tempos. Não concorda? Prrrrrrrrrrrr!!
(Clique e veja o trailer)
- Tudo bem o cachorro também é demais...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Bat for Lashes - Two Suns

Pense uma Björk sem os chiliques, ou uma Feist mais erudita com toques de Fiona Apple menos pop ou... Ah, deixa para lá. Bat fo Lashes é o nome de guerra de Natasha Khan, de pai paquistanês e mãe inglesa, cantora e multi-instumentista que lança seu segundo e inspiradíssimo segundo álbum Two Suns no dia 6 de Abril, claro que hoje isso não significa muita coisa. A começar pela belíssima capa (fala sério!) Two Suns consegue uma proeza que escapa a maioria das cantoras do gênero: é bonito e suportável. Em 11 faixas Natasha consegue equilibrar momentos que parecem ter saído de um disco do Eurythmics, como no primeiro single 'Daniel' com outros de um lirismo digno de uma dessas Enyas da vida, sem a chatisse, claro, como na primeira faixa, a linda e surpreendente 'Glass'. A qualidade mais marcante de Bat for Lashes, além dela ser uma gracinha, é que ela não berra como é normal nesse tipo de cantoras femininas de lingua inglesa, mesmo quando ela sobe o tom das música ela o faz com suavidade. Destaque também para a produção que vai do dance ao indie em instantes e que é limpa e sem exageros. Não é um disco muito recomendado para se ouvir em transito, muito das bases da músicas vão se perder no barulho, mas em casa, com calma, é uma ótima pedida. Ah! Legal que ela também sempre faz clipes bacanas...
(Clique na capa e confira o video para Daniel)
- E apesar do estilo de música ela tem senso de humor. Repare na faixa na cabeça do tal Daniel... Seria ele?

Paranoid Mario!!!

Esses dias um grupo de americanas estava causando na internet com um video em que tocavam uma versão de Kids do MGMT com seus iPhones. Quando ví não achei grande coisa, até porque o material original não ajuda muito, mas depois eu me lembrei do motivo:

Lembro que quando mexi nisso o máximo que consegui foi um blip!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Preview - Maxïmo Park!!!

Se você entra aqui com frequência (Tem doido para tudo né?) deve saber que o Maxïmo Park é uma das bandas queridinhas da casa. Já foi mais de uma vez que eu fiz propaganda aqui e recomendei o grupo que sabe ser pop e inteligente e não tem medo de evoluir aos poucos. Agora eles anuciaram a data certinha de seu terceiro disco que, graças ao pai, mudou de nome: Quicken The Heart sai dia 11 de maio no UK e o primeiro single, 'Wraithlike', está disponivel para download grátis no site official da banda: http://maximopark.com/
.
Confira o Tracklist:
01 - Wraithlike
02 - The Penultimate Clinch
03 - The Kids Are Sick Again
04 - A Cloud Of Mystery
05 - Calm
06 - In Another World (You Would’ve Found Yourself By Now)
07 - Let’s Get Clinical
08 - Roller Disco Dreams
09 - Tanned
10 - Questing, Not Coasting
11 - Overland, West Of Suez
12 - I Haven’t Seen Her In Ages
.
A primeira impressão é boa. Wraithlike é simples, direta com letra bacana e cara de single. Talvez seja pouco, mas como eles também esconderam o ouro nos disco anteriores vamos esperar para ver.
.
Quer a letra? Tá bom vai:
.
Maxïmo Park - Wraithlike
"Here’s a song that finally you can understand
A minor statement meant to counteract the bland
A list of wraithlike things
That quicken the heart
.
Just another song; a faded memory
A raison d’etre for the entire family
I don’t remember it well
I was in love for a spell
.
(refrão)
Copies of Sight and Sound she left lying around on the floor
They said I’d forget her voice
That’s untrue
It’s just not as sharp as before
.
Find some transparent words to give security
Another vacant smile that says ‘rely on me’
No, wait, commitment’s a bore
Where have I heard it before?
.
I could have sworn that everything was crystal clear
But I was shackled by a language of ideas
A desert has its own rules
Outside the circle it’s cruel
.
(refrão)
.
The final verse is often meant to tie things up
But in this case my morals have been most corrupt
I don’t remember it wel
lI was in love for a spell
.
Copies of Sight and Sound she left lying around on the floor
They said I’d forget her face
That’s a lie
I’s just not as real as before..."
.
(Se não quiser baixar clique na foto e escute no myspace da banda)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Em Cartaz!!!

Novidades em Popscene! logo abaixo:

- A crítica da crítica em 'Watchmen - O Filme'
- The Decemberists
- Yeah Yeah Yeahs
- Preview do novo álbum do Silversun Pickups

A seguir
:
Os filmes de 2008.
De The Dark Knight à Benjamin Button.
Com comentários definitivos por quem mais entende do assunto...

Lições de Cinema!!!

Lição 4 -
"Na vida existem os infelizes e os desgraçados. Agradeça sempre por ser infeliz"
- Annie Hall (1977) -

Preview - Silversun Pickups!!!

Com um EP e um disco de estréia fantásticos (o melhor de 2006) o Silversun Pickups, uma banda ainda relativamente desconhecida, se tornou para mim uma das mais legais da década e está para lançar seu novo trabalho. Swoon sai dia 14 de abril no mundo real, então deve estar pronto para ser roubado qualquer dia desses. Enquanto esperamos já dá para ouvir o primeiro single Panic Switch na página deles do MySpace.
.
Confira o tracklist de Swoon:
1 - There's No Secrets This Year
2 - The Royal We
3 - Growing Old is Getting Old
4 - It's Nice to Know You Work Alone
5 - Panic Switch
6 - Draining
7 - Sort Of
8 - Substitution
9 - Catch and Release
10 - Surrounded (or Spiraling)
(Clique na foto e escute Panic Switch)

The Decemberists - The Hazards of Love!!!

Uma banda pouco conhecida aqui no Brasil o Decemberists é daquelas que tem uma base de fãs solida e insuportável. Daquelas que cosuma-se dizer: 'a banda é boa seus fãs que são uma desgraça'; como Los Hermanos ou Weezer. Ancorada na figura de seu líder, o cantor e multi-instrumentista Colin Meloy, lançam agora seu quinto álbum, o segundo por uma grande gravadora. The Hazards of Love é também o mais complicado. Como estilo próprio as músicas do Decemberists tendem a contar pequenas histórias e seus discos costuman ter um tema que meio serve de guia para as canções e para o linguajar que as letras de Meloy utilizam. Já em sua estréia mainstream, o ótimo 'The Crane Wife', a banda apostou em utilizar uma história só e construir o disco em torno dela (No caso um antigo conto Japonês sobre um homem que se casa com um pássaro... na verdade não é bem isso, mas você pegou a idéia). A diferença aqui é que eles repetiram a base, mas mudaram a realização. The Hazards of Love é sobre uma mulher, Margaret e sua jornada em busca de seu amado amado, enfrentando uma espécie de lobisomem, uma rainha da floresta, um homem sem moral, abuso, seqüestro e até sua morte (Existe essa de estragar fim de disco? Bom já era...). Se em 'Crane Wife', mesmo com o tema central, a banda faz músicas independentes, aqui tudo se junta em uma só mega-cancão, como se realmente fosse uma historinha mesmo, com cantores adicionais fazendo outros personagens e tudo. Acaba ficando meio cansativo e o disco acaba perdendo um pouco da vocação pop. A sorte é que o culto não é exatamente a tôa. O Decemberists é mesmo fenomenal e entrega um disco melodicamente impecável. E se você não conhece a banda saiba que eles vão de hard-rock Black Sabbath para folclore celta para canção de estádio para baladas sentimentais com uma desenvoltura impressionante. Parece realmente difícl ouvir o disco inteiro sempre, que tem quase uma hora, mas algumas das músicas como 'Hazards of Love 2' (tem 4), 'Isn't It a Lovely Night' e 'Annan Water' seguram a onda sozinhas mesmo com a introdução estranha. E os pontos altos, como a sequência crescente no final, fazem tudo valer a pena. Uma grande banda para se descobrir, só talvez não seja o melhor disco para começar.
(Comece então clicando na capa e vendo o ótimo clipe de 'O Valencia')

Watchmen - O Filme!!!

Desolation Row é possivelmente minha canção favorita de Bob Dylan, talvez porque seja uma das poucas que eu consigo tocar. Ela é a última do disco 'Highway 61 Revisited' de 1965, para mim, o melhor disco de Dylan, não só porquê simplesmente todas as músicas são fantásticas e tem um tom acusador mais forte, mas também pelo apelo histórico, já que foi nesse disco que Dylan deu uma virada drástica no som seu som o que o fez ser considerado por muitos como traidor da pureza do folk, devido ao uso de guitarras elétricas e de ter sido gravado com o apoio de uma banda de rock (E tem 'Like a Rolling Stone', então chupa ‘Blonde on Blonde’). Desolation Row, um épico de quase 12 minutos, curiosamente, é a única música do disco a não apresentar guitarras, como se colidisse direto com o que ele tinha produzido nas 8 faixas anteriores. Na letra gigantesca Ezra Pound, T.S. Eliot, Casanova, Romeu, Cinderela e dezenas de outros personagens históricos, literários e mitológicos fora de seus tempos se encontram interagem e se afundam em mágoas e tristezas nessa tal rua. A letra, totalmente surreal, diz-se ter sido inspirada por episódio ocorrido na cidade natal de Dylan quando um grupo de artistas circenses negros foi linchado por ter sido acusado de estuprar uma garota local e embora os que sobreviveram tenham sido presos, eles nunca foram condenados pelo tal estupro. Mas a letra da canção é de tal forma complexa que dificilmente duas pessoas vão imaginar se tratar da mesma coisa. Isso é um pouco do que pode ser dito sobre a música.
.
Nos créditos finais de Watchmen, adaptação para as telas de uma história em quadrinhos de 1986, escrita por Alan Moore, rola uma cover de Desolation Row feita pelo ‘My Chemical Romance’. No cover a melodia da música é substituída por uma batida acelerada e guitarras punk enquanto o vocalista Gerard Way grita a letra, retirando dela toda a carga emocional, e retalha os 10 versos da música em apenas 3. E isso é tudo que se pode falar sobre a versão.
.
Setores nerds e babacas da imprensa e sites como o 'Omelete' já se prontificaram a defender Watchmen de antemão, comparando com Blade Runner (nem comento) e o tratando como um filme cult que não será compreendido no lançamento, mas será idolatrado pelas gerações futuras. Retiram o coelho da cartola antes mesmo do mágico entrar no palco eu acho. Essa blindagem além de absurda é fruto de, no mínimo, ignorância. Eu li resenhas chamando a versão original de ‘uma das maiores obras literárias de todos os tempos’. Não sei em que lista. Não consta nas minhas 10 mais, nem nas 100 mais. Talvez nas 10.000 melhores, mas eu duvido que o pessoal do Omelete leia Faukner para comparar. Não tiro o valor da obra de Moore, que está na minha estante ali há mais de 10 anos, mas quadrinhos são quadrinhos. Além de estúpido diminui a arte que eles próprios tentam defender. Desde quando um filme precisa dar legitimidade para alguma coisa? Críticos entram na sala de cinema com os olhos cheios de amor pelo material original e acham que todos vão perceber aquele pequeno detalhe que faz referência aquela coisa na página x? E que diferença isso faz na qualidade da obra? O que importa se o DVD vai ter 18 horas de material extra e uma hora a mais de fime? Radicalmente nada. Não é fácil fazer uma história como Watchmen, ou Sandman, são trabalhos de gênios sim, mas elas são expoentes de quadrinhos. Não são livros do mesmo modo que roteiros de cinema e letras de música também não são. A diversão nesse caso é simplesmente ver essa história em movimento, com atores, na tela grande. Como você pode ter curiosidade de ouvir a palhaçada que o MCR, ou o Zé Ramalho, fez com uma música de Dylan. Não vai ganhar Oscar e não merece prêmio nenhum (Até porque três Watchmen não fazem um The Dark Knight).
.
O diretor Zack Snyder, de '300', tem três filmes no currículo, nenhum deles um projeto original, e é chamado, no pôster e no trailer de ‘visionário’. Ele tem certo estilo e técnica, mas nenhuma classe e como vocês sabem, meus queridos, isso não se aprende. Sua grande visão aqui foi sair da frente e tentar não avacalhar demais a história. Tirando as câmeras lentas, a ação alongada, uma das cenas de sexo mais desnecessárias de todos os tempos e uma outra dezena de escolhas equivocadas seu grande feito foi a escolha do cover de Desolation Row. Perfeita escolha. Tanto o filme quanto a música são versões exageradas, facilitadas, hiper-sensoriais e desnecessárias. Moídas e decodificadas para uma geração fora do contexto histórico e artístico para que foram direcionadas originalmente. Veja que não são ruins, são até bem realizadas e com certeza um deleite para os fãs, mas velharias envernizadas como produto de entretenimento pop moderno simplesmente não significam nada. Não é preciso ser um visionário para ver.
(Clique no pôster e veja a famigerada versão de Desolation Row)

terça-feira, 3 de março de 2009

Música Para os Olhos!!!

Björk? MGMT? Não. É Karin Dreijer Andersson, metade do duo eletrônico The Knife, que lança agora um disco solo com o nome de Fever Ray. O som é parecido e pelo menos o gosto para clipes lindos e esquisitos continua.
.
- Fever Ray - When I Grow Up

Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz

Antes de mais nada é bom lembrar que aqui no Brasil...
.
(Só uma pausa. Sabe quando o significado da palavra meio que solta como se você tivesse prestado atenção pela primeira vez? Eu escrevi 'Brasil' ali agora e achei esquisitíssimo. Nunca tinha reparado como o nome do nosso país é estranho...Brasil, Brazíu... enfim)
.
...continuando: Por aqui o Yeah Yeah Yeahs não é uma das bandas mais apreciadas, mesmo na (meu deus...) 'comunidade indie'. Tem quem goste e todo mundo conhece, mas dificilmente você vai achar alguém que é fã mesmo. Diferente de lá no norte onde a banda é muito bem avaliada e Nick Zinner é considerado um semi-deus. E isso também é verdade no meu caso. É só para deixar bem claro que eu nunca liguei muito para essa banda e que de seu novo disco It's Blitz eu esperava algumas coisas, mas nunca que ele fosse nada menos que absurdamente fantástico.
.
Se no segundo álbum, 'Show Your Bones', o Yeah Yeah Yeahs já tinha se despido da aura garagem por uma uma pegada mais lenta com violões e melodias mais fortes. Em 'It's Blitz' eles vão além dos ossos, eles vão direto para a célula. Diretamente de uma sala de máquinas a guitarra de Zinner abre as atividades cortando sobre dezenas de efeitos sonoros antes que os sintetizadores e batida passem uma tinta néon jogando a abertura e primeiro single 'Zero' diretamente para a pista de dança. "Was it the cure?" pergunta a vocalista figuraça Karen O "Hope not!" ela se responde. E não foi mesmo, já que logo na sequência um riff de sintetizadores e um clima de disco anos 70 se levanta da fumaça de Zero, é 'Heads Will Roll' e seu marcante refrão "Off With the Head/Dance till you're Dead". Se você já não sabe se era a mesma banda que alguns anos atrás destilava guitarras punk sobre os gritos histéricos da vocalista não se assuste, eles vão ainda mais longe. Em 'Soft Shock' eles vão de Radiohead. Custou, mas alguém entendeu. Diretamente de Kid A a leve cama eletrônica segue embalando a melodia doce de Karen e ainda segura a explosão no final da música deixando tudo mais contido e sublime. Você se lembra de 'Maps' do primeiro disco? Se você, como eu, ouviu a música pela primeira vez equanto ouvia o disco inteiro, você também deve ter pensado: o que diabos essa música linda está fazendo no meio dessa barulheira infernal? Em It's Blitz a banda estende essa impressão de surpresa por todas as faixas. Desde o começo lento e a crescida de 'Skelletons' até a retomada da velocidade em 'Dull Life' quando você por um micro-instante poderia pensar que o disco ficava sonolento. E tem algo muito estranho acontecendo quando de repente uma música tão boa como 'Shame and Fortune' poderia ser considerada a pior do disco. Sim é também de repente que um piano abre 'Runaway' e abre sem o acompanhamento eletrônico, pela primeira vez até agora. Karem O (que, verdade seja dita, ao vivo, não costuma cantar nada) começa um lamento doce que trasforma em um épico lindo. Sério dá vontade de colocar as mãos dentro do som e apertar a bochecha da garota. O mais interessante é que, apesar de todo esse clima electro, o álbum tem um romantismo que permeia todas as faixas. Algo que, com esses elementos, eu não me lembro de ter sido conseguido antes com tanta classe. Resolvendo partir para apelação a banda ainda traz Tunde Adebimpe do 'Tv on The Radio' para se juntar ao fundo vocal de 'Dragon Queen', a música que mistura o groove mais dançante com a estrutura mais truncada e 'Hysteric' a balada com a melodia mais grudenta e com a participação mais marcante do baterista Brian Chase. Se em todo disco ele se mostra totalmente inventivo, em Hysteric, ele leva tudo para outro nível, não guiando, mas envolvendo a música, que flui direto para o seu cérebro com um assovio final. 'You Suddenly Complete Me' diz Karen O. Ela não podia estar mais certa. De repente você vê 'Little Shadows' se revelando e se despedindo. E assim, de repente, é o fim de It's Blitz.
.
Talvez você pense que eu tenha exagerado demais, que não é possível que o Yeah Yeah Yeahs tenha feito um disco tão bom. Foi o que eu pensei quando ouvi da primeira vez. Não é possível que esses três pseudo-punks tenham feito um disco tão singelo, divertido, dançante e com uma vontade desesperada de não se repetir. E ouvi de novo e de novo. E de repente foi impossível parar de ouvir. It's Blitz é um clássico instantâneo e o mais longe que qualquer uma das bandas 'indie00' conseguiu chegar. Impossível mesmo vai ser superá-lo. Dê uma chance e quem sabe, de repente, mesmo que só por alguns dias, talvez ele complete você também.

New Music - Tinted Windows!!!

O que o clássico Cheap Trick, os herois dos anos 90 Smashing Pumpkins, o pop 'weezerístico' Fountains of Wayne e aqueles moleques do Hanson tem em comum? Nada! Ou pelo menos era o que parecia, porque o o baterista Bun E. Carlos, o guitarrista James Iha, o baixista Adam Schlesinger e crescidinho Taylor Hanson acabam de se juntar em mais um daqueles supergrupos do rock. Tinted Windows é o nome da banda e pop chiclete é o seu negócio. Já tem disco marcado para sair em 21 de abril e antes a obrigatória benção no programa do David Letterman. O primeiro single 'Kind of a Girl' já está na net e tem uma pegada altamente pop com o James Iha dando uma entrada no meio para enfeitar. É esquisito, mas é grudeeeento...
(Clique na foto e escute Kind of a Girl)

segunda-feira, 2 de março de 2009

A Constante!!!

O vício é uma coisa triste... A série/culto/fenômeno Lost está meiando sua quinta temporada e mesmo com uma certa queda de audiência continua firme nos USA. O problema de Lost é que se você não acompanhou todos os episódios, de preferência mais de uma vez, você simplesmente boia. Assim se você acompanhou você já não entende... Mas depois de uma terceira temporada fraca e de uma quarta redentora a quinta está simplesmente imperdível! E se você acha que tudo ia ficar mais simples para o final as questões de viagens no tempo só deixaram tudo mais confuso. Pelo menos é o que parece na superfície. Mas você perceber e relacionar, as coisas, mais do que nunca, começam a se encaixar. Ben e Widmore rivais; Lock, o lázaro, o viajante do tempo, se confirma cada vez mais como o grande ponto de referência (alguém aí reparou nos dedos do pé dele?); e Faraday e Desmond; a bomba e os tripulantes do vôo 316? E minha teoria da quebra do ciclo eterno vai se confirmando huhuhu. Agora veja minha situação, eu, grande defensor do termino de tudo que é bom, tenho até medo de pensar que série só terá mais um ano de duração aiai... Mas é esse gostinho amargo que dá o melhor tempero para a vida não é?
.
Outra das coisas que eu mais gosto em Lost são os nomes dos episódios.
Popscene! adianta os nomes dos próximos:
8 - LaFleur
9 - Namastê
10 - He's Our You
11 - Whatever Happened Happened
12 - Dead is Dead (Sinto cheiro de pai e filho...Dad/Dead hmmm)
13 - Some Like it Hoth
14 - The Variable (Sequência direta de The Constant? Esse vai ser demais!)
.
Aí vão ficar faltando dois o 15 e o final que deve ser duplo, qualquer coisa eu volto para contar.

The Veils - Sun Gangs!!!

O Veils surgiu na Inglaterra naquela onda das bandas com 'The' nome, fizeram um disco bacana com um música que chegou até a passar na Mtv Brasil ('The Tide That Left and Never Came Back'). De repente o vocalista Finn Andrews chutou a banda toda voltou para sua terra natal a Austrália e recrutou toda uma nova formação. O resultado foi o inesperadamente fantástico 'Nux Vomica' de 2006, um disco bacana com nomes de músicas melhores ainda, tipo 'Jesus for the Jugular', mas que ninguém ouviu. Sun Gangs é o novo lançamento dessa banda estranha e não posso negar que eu acabei bastante decepcionado. Deixando de lado a veia pop a banda embarca numa onda tristonha, o que você não espera de um disco chamado Sun Gangs, quero dizer, se o sol é triste eu nunca tinha reparado, talvez seja se você morre de câncer de pele enfim... E até começa bem as três primeiras faixas boas especialmente 'Sit Down By Fire' e tem alguns momentos bons mais para frente como 'The House She Lived In', mas em algum momento do disco a coisa desanda. Em 'Killed By The Boom' Finn parece tentar copiar o jeito de cantar de Jack White o que não uma boa idéia porque o próprio não sabe cantar (o que não atrapalha o próprio, mas ele é o Jack White pô!) e conforme o disco passa tudo fica com uma cara meio Jeff Buckley com gripe. O estilo pausado do vocalista vai enchendo a paciência e quando ele tenta encaixar um épico de 9 minutos na penultima faixa você simplesmente não está mais interessado. Uma pena. Algumas das músicas se salvam se vocês ouvir separadamente, mas como disco Sun Gangs é fraco. Talves esteja na hora de montar outra banda de novo?
(Cique e escute 'Calliope!' do disco anterior que você ganha mais)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Blur no NME Awards!!!

Uma bobagem sem tamanho os prêmios da sempre deslumbrada NME. Os vencedores: Banda Inglesa? Oasis. Show? Muse. Solo? Pete Doherty. Banda internacional? Killers. Disco? Kings of Leon. Oasis melhor banda? Fiquei chocado! Não esperava! Sério nada contra nenhum desses, tá bem tirando o tal do Doherty que é um verme inútil, mas parece que eles nem estão tentando mais. Esse negócio de voto do povo não presta. Pior de tudo foi melhor banda nova para MGMT e ainda deram o de pior disco para o Jonas Brothers. Puro preconceito, o disco dos Jonas é bem melhor que o do MGMT. O que é verdade não quer dizer muita coisa. A única coisa minimamente válida foi a primeira apresenção do renascido Blur tocando This Is a Low. Aliás o Oasis não foi para buscar o prêmio, seria vergonha? Hehe...
(Clique para ver)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

U2 - No Line On The Horizon!!!

O que você faz quando está em uma banda com mais 30 anos de estrada, tem 11 álbuns de estúdio, um dos shows mais empolgantes da terra e é referência de estilo para umas 7 em cada 10 bandas que tentam a sorte no mainstream? É fácil: qualquer coisa. Em seu décimo segundo disco o U2, definitivamente umas das poucas a ocupar o seleto panteão de mega-bandas da história, não está em sua fase mais criativa, mas no posto de banda líder da geração do ultimo século. A posição é de conforto para Bono e cia. Já fizeram os seus melhores e seu pior disco e cada um dos membros da banda, admirávelmente com a mesma formação desde o início, já se tornou um ícone por sí só. Além disso provaram que puderam se reerguer depois de um fracasso retumbante. E mais impressionante ainda, conseguem isso fazendo mais ou menos a mesma coisa. 'No Line on The Horizon' pode ser visto por alguns críticos como longo, lento e repetitivo, e, de certa forma, eles não estariam errados. Mas com um olhar por outra luz ele pode se mostrar um disco bonito, introspectivo e um dos mais ousados do grupo. Talvez, como diz o próprio título, a linha que divide as coisas só existe se você quiser enxergar assim. De qualquer maneira esse com certeza compete pelo posto de disco com menos singles fáceis da banda. As canções mais 'clássico U2' são longas e cheias de espaços, a ótima sequência 'Magnificent', 'Moment of Surrender' por exemplo, e as mais agitadas são meio estranhas ('Get On Your Boots' pode ser tudo menos uma canção pop grudenta). Alguns temas retornam em algumas das músicas o que dá uma coesão interessante na obra que mostra uma banda não satisfeita em se tornar um pastiche eterno de sí mesma como 'How To Dismantle...' levava a crer. Os erros que podem dar uma irritada, como uma seriedade exagerada e certa sonolência, decorrem de tentativa de mudança o que é sempre desculpável. Obviamente que todo aquele papo sobre pegada mais crua e guitarras Jack White era tudo bobagem, o U2 é uma das poucas bandas que sabem sempre como incorporar o que o são mesmo quando navegam por outras praias. Alguns podem chamar de clichê outros de estilo, mas é possível chegar a um nível onde isso não importe mais. Nas palavras de Gabriel o Pensador: 'Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo)'. Essa a diferença que entre os que conseguem e os que não. E é por isso que nenhuma dessas bandas novas vai conseguir o posto de 'novo U2'.
.
P.S. Eu citei Gabriel o Pensador? Credo estou cada vez pior...
(Clique na capa e veja o clipe de Get On Your Boots)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lições de Cinema!!!

Lição 3 -
"Nunca é tarde demais para se tentar outra vez."
- Beleza Americana (1999) -

Mundo Besta!!!

Porque a realidade é sempre pior...
- Mais um recorde para o governo Lula! 'Nuncantesnessepaiz' houveram tantas contratações temporarias para cargos de confiança. Com o grande salto nos ultimos 5 anos o governo está contabilizando mais de 82 mil contratados sem concurso. O crescimento das contratações no ano passado foi justificado pelo governo, principalmente, pela " emergência ambiental".
.
- Falando nisso cientistas impressionados com o almento de augumas geleiras trataram de colocar a culpa no 'aquecimento global'. Não é legal como esse barato serve para explicar tanto uma coisa quanto seu oposto?
.
- E na Índia uma menina de 12 anos se casou com um cachorro.
...
O caso se explica, logicamente, pelo fato de que a menina, menor de idade, desenvolveu dentes adicionais.
...
E, como todos sabem, quando isso acontece a pessoa se torna astrológicamente maldita para o casamento.
...
A solução lógica, claro, é se casar com o cachorro.
...
E você reclamando da sua vida. Sinceramente...
.
- E na Inglaterra, Alfie Patten vai fazer exame de DNA para povar que é filho de uma menina. Alfie tem 13 anos e não aguenta a gozação de outros garotos dizendo que também tiveram relações sexuais com a mãe da menina, Chantelle Steadman de 15 anos, e que quer 'calar a boca' nos que duvidam. Equanto uns correm disso outros correm atrás. Kids...
.
- Da série 'Brasileiros Go Home!': Paula Oliveira, uma advogada brasileira, que estava grávida, foi atacada por neonazistas na suíça e marcada com estiletes. O pai da garota chorou escandalisado na imprensa. O presidente Lula, Celso Amorin, o Ministro das Relações Exteriores, e um monte de jornalistas saíram em defesa da mulher invocando a prepotência da Suiça, a xenofobia européia, o abuso dos ricos etc...
Não, não! Espere aí... Aparentemente a mulher não estava grávida, existem sérias suspeitas de que ela tenha se automutilado, o pai declarou que ela sofre algum tipo de distúrbio. Lula, Celso Amorin e uma monte de jornalistas estão com a cara no chão, tentando arrumar um monte de desculpas, enquanto o governo da Suíça exige que o país se retrate pelas bobagens que andou dizendo.
Ou seja, outro dia normal...

The Rakes - Klang

As vezes eu sento para escrever sobre um disco e por mais que eu escute eu não encontro muito que valha a pena dizer. O novo disco do Rakes é um desses. Se comparar com os dois outros lançamentos da banda ele está quase para o primeiro, e talvez seja até melhor porque não tem as duas músicas chatas no meio. Mas os pontos altos não são tão contagiantes. Tirando isso o disco é aquele rock de riffs típicos dos anos 00 (com uma ou outra firulinha como um piano), embalados pelas letras contemplativas e vocal entediado de Alan Donohoe. É mais ou menos isso. Klang é rápido e legal, especialmente se você está em falta de um disco bacana do gênero nesse começo de ano, com certeza vai agradar os fãs da banda especialmente os que ficaram meio desapontados com 'Ten New Messages', mas não vai passar disso. Diversão descompromissada, o que nunca matou ninguém.
(Clique na capa e escute 1989 em um tour pelo estúdio de gravação)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cultura Reversa!!!

Essa é a capa do novo disco do Green Day '21th Century Breakdown'. É bem legal (parece alguém que eu conheço...), e deve ficar bem bonita em um vinilzão!
Maaaas acho que a idéia (cazalzinho meio modernoso) não é tão nova assim. Veja algumas capas que eu lembrei que tem alguma coisa a ver:
.
Blur - Think Tank
My Chemical Romance - Three Cheers For Sweet Revenge
Snow Patrol - Eyes Open
Snow Patrol - Final Straw
(aparentemente não basta para eles recilarem as músicas)
.
Se você lembrar de mais alguma me manda aí!

Morre Lázaro, Morre!!!

Eu achei que não poderia haver nesse ano notícia mais impactante do que a volta do Blink 182. Aparentemente eu estava enganado. Senhoras e senhores segurem seus chapéus, agarrem-se em suas poltronas, tirem a vovó da sala. Com a formação original, pela primeira vez em oito anos, para sair em turnê e gravar um novo e espetacular álbum. Sim é verdade!!!
.
.
.
O Limp Bizkit voltou!
Sério eu não estou brincando. Eles tinham acabado? Aquele cover do 'The Who' do olho azul é tão chato que parece que foi ontem que eu quis chutar esse cara.
(Acabe com seu dia clicando na foto e ouvindo My Way)
- Música que tem a linda passagem:
"Just one more fight about your leadership
And I will straight up
Leave your shit
Cause I've had enough of this
And now I'm pissed"
.
Ahhhh...T.S. Elliot é nada perto de Fred Durst...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Trailer - Inglorious Basterds!!!

Dispensa apresentações.
"Você não viu a guerra até vê-la pelos olhos de Quentin Tarantino"
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

The Prodigy - Invaders Must Die

Alguns discos são perfeitos para sentar e relaxar. Puxar uma cadeira, encostar na varanda, sentir a brisa e esquecer dos problemas. O novo disco do Prodigy não é um desses. Aqui o clima é de batalha. Evoca poluição, cinza, graffiti, noite, sombra, ecstasy e rave. É música urbana no ultimo nível. Desde que revolucionou o sistema e uniu a eletrônica com punk de uma maneira nunca antes imaginada com 'Music For The Jilted Generation' e o seminal 'The Fat of The Land' já se vão longos 12 anos (Nem parece né? Você está velho) e para o Prodigy isso foi ontem. Nesse meio tempo eles lançaram um disco sim, mas a mente criadora, o Dj, músico e produtor Liam Howllet, quis lançar um disco sem os dois vocalistas figuraças Keith Flint e Maxim Reality, diz ele que para recuperar a alma da banda. Eu acho que foi tudo velho ego ferido já que apesar dele fazer quase tudo Keith e Maxim, obviamente, roubam todas as atenções. O resultado foi um disco legal, mas sem graça que, pelo menos, deixou Liam com a sensação de que ainda tinha algo para provar. E isso ele consegue fácil. Em 'Invaders Must Die' o Prodigy traz toda a urgência de 'Fat of The Land', embalada pelo retorno dos dois vocalistas e temperada pela criatividade de Liam com um arsenal totalmente renovado de truques. O resultado não poderia ser mais satisfatório. Desde a abertura, que já deixa claro o retorno triunfal afirmando 'We Are The Prodigy', passando pela dupla pancada 'Omen' e 'Thunder' até chegar ao ápice com 'Take Me to the Hospital' que já abre alas para a guitarra marcante e a bateria do convidado especial Dave Grohl em 'Run With the Wolves'. O rock segue em 'World's on Fire' e desaba em um final totalmente inesperado em 'Stand Up'. Aliás esse é o grande segredo de Howlett e do Prodigy nesse disco: apesar da eletrônica a banda nunca faz o que você espera e as viradas são surpreendentes. Todas as 11 faixas são ótimas e pedem 'pelamordedeus' para serem trilha sonora de filme. Aliás , outro ponto forte foi o fato das músicas terem sido ligeiramente encurtadas somente duas chegam aos 5 minutos tirando aquela impressão chata de repetição excessiva e dando um certo ar mais pop. Não é música para todos os gostos, mas se você curte vai ser a trilha sonora do seu ano.
(Cique na capa e veja o clipe de Omen)

O Cavaleiro das Trevas - IMAX!!!

Nesse ultimo fim de semana tive a oportunidade de conferir o relançamento do ultimo filme do Batman na nova sala de projeção IMAX em São Paulo. Devo dizer a vocês que o negócio é realmente impressionante. A tela gigante é mais ou menos quatro vezes uma tela de projeção normal de cadeias grandes de cinema e o som é simplesmente fantástico. Vale cada centavo gasto desde que você possa pagar uma meia entrada hehe... A obra prima de Chistopher Nolan te envolve completamente e a escala grandiosa do filme fica ainda mais absurda. Em um tempo em que as pessoas se voltam cada vez mais para filmes piratas de qualidade porca e versão roubadas dos cinemas para assistir em computadores mediocres a experiência em IMAX é realmente para aqueles que amam a sétima a arte e entendem que lugar de filme é no cinema. Claro que nesse caso estamos falando de filmes pipoca, mas mesmo assim. A versão paulista ainda é uma versão meio restrita do que seria uma verdadeira sala IMAX, mas é compreensivel dado a situação monetária da maioria da população (o que não impediu que todas as sessões para o filme no fim de semana tivessem seus ingressos esgotados com antecedência). É um pouco mais apertada e a tela poderia ficar um pouco mais afastada. Outro problema é que assistir ao um filme desses no Brasil exige um certo esforço do público porque como a grande maioria das pessoas, mesmo muitas das que dominam o inglês, precisam de legendas, você acaba sendo forçado a ficar girando o pescoço pela tela já que a legenda (que é até mais centralizada) fica fora de onde está acontecendo a ação. Mas se quer saber isso são detalhes insignificantes quando você se sente próximo de ser engolido pela loucura do Coringa enquanto sente as vibrações dos tiros pelo chão da sala.
É interessante entender porquê 'O Cavaleiro das Trevas' foi tão revolucionario nesse aspecto. A tecnologia IMAX (que vem de Image Maximum) tem várias ramificações. Um filme 'normal' de IMAX (basicamente documentários) é filmado com câmeras especiais que são pouquissímas e muito caras, mais caro ainda é o rolo de filme que além de maior tem de ser utilizado em quantidade superior. Para o funcionamento um cinema IMAX ser possível foram necessários avanços tecnologicos absurdos nessa área de captação de imagem e projeção, mas é tudo muito técnico e não vale apena entrar em detalhes aqui. Normalmente quando um filme pipoca é exibido em IMAX são apenas versões de filmes gravados normalmente e depois convertidos para IMAX em um processo que só popularizou em 2002. Filmes entretenimento IMAX são normalmente só alguns curtas específicos. Pois indo totalmente contra a onda da over-digitalização e lutando com todas essas dificuldades Chistoper Nolan resolveu filmar algumas sequências específicas do filme (só as mais grandiosas) com a tecnologia de captura IMAX, algo que nunca tinha sido feito antes. Essas sequências já causam uma impressão forte normalmente, mas quando assitidas em poder máximo no cinema IMAX aí sim você percebe a diferença. A tela perde o widescreen e utiliza o todo o espaço e a sensação que passa, por exemplo, em uma visão panorâmica da cidade é que você vai despencar no meio de Gothan City. Uma vitória no Oscar seria a consagração de uma idéia ousada e brilhantemente executada pela a equipe de Nolan, afinal, filmar especificamente para um sistema de tão alta resolução e com um tamanho gigante exige que toda marcação de cena seja repensada para que se mantenha o foco de atenção nos lugares certos. Mesmo que não vença, a idéia já agradou vários cineastas que pretendem utilizar a tecnologia em seus próximos lançamentos, caso do (horrível) diretor Michael Bay que filmou três cenas em IMAX para o próximo Transformers. Só lembrando que tudo isso é bem recente e que essa tecnologia não para de evoluir, a sala de SP é apenas a primeira do país que, como sempre, está meio atrasado o México, por exemplo, já tem uma dezena de salas e outras abrindo. No final do ano James Cameron (sempre ele) ainda vai tentar levar as coisas para um outro nível com Avatar que será exibido em IMAX 3D. Quer saber? O futuro vai ser bem legal.

Preview - Adrenalina 2!!!

Sei que não é o filme que você deve estar se mordendo para assistir, mas eu acho sempre legal quando o pessoal não se leva a sério. Assim, se é para fazer um negócio idiota melhor que seja com gusto!! Em Adrenalina 2 o personagem de Jason Statham tem seu coração trocado por uma bateira e tem que ficar tomando choques constantes para fazer o negócio funcionar senão ele morre...ãhn, de novo. Se você acha isso absurdo talvez não tenha visto o primeiro filme onde ele termina com um veneno mortal na veia, caindo da estratosfera, se esborrachando no chão e, bem, morrendo... No fantástico pôster a frase: "Ele estava morto... Mas melhorou". Como eu disse: se é para ser idiota...
(Clique e veja o trailer. É legal vá!)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Express Update!!!

Só para confirmar o que eu tinha comentado no post dos discos de 2009 o Green Day confirmou sou novo disco para maio. Possivemente dia 15, mais que é em maio está certo. E o disco já tem nome, vai se chamar '21st Century Breakdown'. O vocalista Billie Joe disse que depois do sucesso estrondoso de 'American Idiot' (de 2004), que já havia marcado uma virada e uma grande evolução para a banda, eles sentiram que poderiam fazer um disco mais voltado para as raízes, mas que ao invés disso decidiram tentar ir ainda mais longe e tentar ousar ainda mais. O álbum deve ter por volta de 15 faixas divididas em três atos 'Heroes and Cons', 'Charlatans and Saints' e 'Horseshoes and Handgrenades', o som leva influências de Beatles, Dylan e Springsteen e além de um certo clima religioso será mais power pop, ao invés de punk rock. Se dá para fazer isso vamos descobrir em maio.

Saudades de Julian Casablancas, o vocalista do Strokes? Então dê uma escutada nessa música do grupo de comediantes The Lonely Island. Eles fazem alguns curtas músicais para o programa Saturday Night Live, inclusive os hilários 'Natalie Rap' com a Natalie Portman e 'Dick in a Box' com Justin Timberlake (esse é tão engraçado que Justin costuma cantar a música nos show). O grupo vai lançar um disco e um dvd com essas músicas e outras inéditas incluindo 'Boombox', que seria totalmente horrível não fosse Jules salvando o dia quando ele entra.
Então, ontem foi a entrega dos prêmios Grammy. Nada de muito novo no front. O disco de Robert Plant e Alisson Krauss (que eu nem gosto muito) ganhou vários prêmios, o Coldplay ganhou melhor rock , Radiohead melhor alternativo, Lil Wayne os de Rap e como no Grammy tem mais sub-categorias do que a Hebe tem primaveras sobrou prêmio até para Kings of Leon e Mars Volta. No mais, o que chamou atenção foram várias apresentações bacanas como Paul McCartney com Dave Grohl, U2, Radiohead, Coldplay com Jay Z, e uma com uns trezentos rappers. Ah! Eu nunca gostei muito da Gwyneth Paltrow, mas depois da apresentção que ela fez para o Radiohead sou obrigado a voltar atrás e reconhecer que talvez ela não seja assim tão ruim.
Outra coisa que marcou o Grammy foi o retorno do Blink 182, que apresentou o prêmio de melhor álbum de rock e garantiu que está se reunindo para tocar e gravar.
.
.
.
Sim você não dá a mínima... Nem eu. Na verdade eu nem sabia que eles tinham se separado. Achei que era só para dar um tempo e tal. Talvez as coisas não tenham dado certo com as novas bandas dos integrates a... ãhn... e a... hmmm... (é um nome idiota eu lembro)... Bom de qualquer maneira agora que o futuro da música está garantido o Blink anunciou grandes mudanças, algo como no novo logo da banda ter 6 setas ao invés de 5. Além disso eles deviam também aumentar o nome para Blink 183 isso sim seria revolucionário!
(Nem perde seu tempo clicando que não tem nada para ver)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Animal Collective - Meriweather Post Pavilion

"Deslumbrante", "maravilhoso", "espetacular", "melhor do ano", esses foram alguns dos modestos adjetivos que o novo disco do 'Animal Collective' tem recebido. Eu particularmente desconfio da maioria das coisas pelas quais 'Pitchfork' se derrete toda (teve nota 9.6), e na verdade é até engraçado porque quando escuto um disco desses eu sei exatamente o que esperar: algo que se assemelha vagamente com música e que faria Stephen Malkmus se sacudir de enjôo e Liam Gallagher ter recaídas hooliganescas. E, olha só, é exatamente o que você vai encontrar aqui. As 11 faixas de 'Meriweather Post Pavilion' seguem mais ou menos o mesmo padrão de construção, com camadas e camadas de barulhinhos que, se me permitem a viagem, formam uma parede de estrelas sonoras, algo como pequenas luzes brilhando no escuro. Mas não se anime com a idéia 'bunitinha'. O disco seria algo como a trilha sonora perfeita para uma pancada na cabeça. O inconformado pode bater o pé e criticar essa análise simplista, mas é a vida. Mas veja não é que o disco seja ruim demais, em certo nível a coisa toda é interessante, é simplesmente muito chato. E olha que eu não posso dizer que gosto de música 'fácil'. Eu não duvido que a maioria dos críticos que se deixaram levar pela onda não conseguem murmurar meia música (eu não lembro e olha que ouvi bastante) e possívelmente não vão colocá-lo nem perto do player. A essa altura devem estar ouvindo Franz Ferdinand e não vêem a hora de colocarem as mãos no novo do U2. Existe uma certa padronização da crítica que me incomoda demais e uma certa de tendência nas análises que meio força uma visão sobre as coisas. Como se o fato da banda fazer um som chamado 'experimental' fosse atestado de qualidade. A banda tocou no Planeta Terra do ano passado e o que houve de gente defendendo a apresentação dizendo que a banda não estava em um dia inspirado, mas ainda assim foi muito boa. Agora, a banda vem lá da Baltimore para tocar um dia aqui e não estava inspirada? E o que dizer de uma banda que em nove anos lançou 8 discos, sendo vários muito bem avaliados (em comparação esse seria um pouco mais melodioso), e não conseguiu emplacar uma música? A capa do disco é bem representativa disso tudo. Tem uma ilusão de ótica baseada em uma trabalho de um artista japonês e eu lí coisas como: a capa é a perfeita representação do som da banda, onde quer que você foque ela escapa de sua visão e escorre por sua vista tornando impossível manter a imagens na sua mente. Pode ser. É legal, mas é também babaca e horrível. E impossível de se manter na memória.
(Clique naquilo que eles chamam de capa e escute My Girls)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cultura Reversa!!!

Mais uma nova seção de Popscene! (Ah eu tô que tô!). Nesse novo espaço você vai saber um pouco mais sobre um monte de coisas que provavelmente não fariam a menor diferença na sua vida! Segredos, erros de tradução, curiosidades em geral. Para começar eu vou falar de uma música muito conhecida... Ou não?Tenho certeza que você já ouviu 'Misirlou' e sua clássica guitarra surf music. Os mais perdidos devem lembrar do sample que o Black Eyed Peas usou em 'Pump It' (O que vocês estão fazendo aqui?),os mais esportistas recordam que ela foi usada nas Olimpíadas de Atenas em 2004, os mais cinéfilos vão lembrar da abertura de 'Pulp Fiction', os mais gagás de um versão do Beach Boys e os mais pseudo-cults vão saber que todas essas foram tiradas da versão de 1962 do conhecido 'rei da guitarra surf' Dick Dale e sua 'Misirlou Twist'. Pois agora o mais legal (prepare seu coração) sabia que essa música é, na verdade, uma grande clássico grego que vem lá de 1925 por aí? Então, o nome da música significa algo como 'Mulher Egípcia', mas na verdade especificamente muçulmana já que a palavra para cristã é outra. Como a versão original da música tem letra, ela conta a história de um amor inter-racial e inter-religioso, coisa meio tabu do inferno na época. A música, que era inicialmente uma dança grega, rodou pelos países do mediterrâneo, sendo que vários deles tomam a música como sua, e virou todo tipo de coisa, até dança do ventre, e chegou até a ganhar uma letra em inglês antes de ser transformada em sua famosa versão guitarra. E daí? Você me pergunta. Ora, agora que sabe disso você pode viver mais feliz e próspero! Só não saia contando isso por aí porque corre o risco de passar por chato (eu não tenho mais como evitar).
Para complementar você pode ouvir uma versão clássica (essa é novinha sai de um concerto do final do ano passado) na belíssima voz da cantora Vakia Stavrou ou a bizarra versão que mistura as guitarras com a letra grega que Anna Vissi cantou nas Olimpíadas.
(É só clicar nas fotos)
- E fala sério! Cultura pop grega? Só aqui mesmo...

Lições de Cinema!!!

Lição 2 -
"Nunca ferre com o carro de outro homem. É contra as regras."
- Pulp Fiction (1994) -

The Dark Chiliquenta!!!

Ainda sobre o assunto do ataque histérico do Batman (veja no post de baixo), mais gente está homenageando a coisa toda. Agora foi a banda de Los Angeles 'The Mae Shi'. O legal é que eles fizeram uma música de verdade. E não é realmente impressinante a velocidade com que o pessoal consegue trabalhar quando quer? O som se chama 'RU Professional?'e o pior é que muito bom, explorando mais o lado new rave da banda. No blog deles onde colocaram a música eles disseram que o filme será o melhor de todos os tempos e que com certeza seu esforço será recompensado pois Bale vencerá todos os Oscars por sua performance até mesmo os de animação e de efeitos especiais. E você achando que essa história já tinha ido longe demais...
.
Você pode baixar aqui:
(Ou clicar na foto e ouvir)
.
Ah! A letra que é legal! Vai mais ou menos assim:
'The Mae Shi - R U Professional?'
.
R U professional?
He's got that look in his eyes
I see the fire behind
He is the Dark Knight
He is professional
.
He's got that frail ego mind
But maybe something ain't right
Swing Kid with a violent streak
But he's professional
.
[refrão]
Ohhhoh
He is professional
But I think he's lost control
R U professional?
.
Empire Of The Sun
He was like number one
Great sense of humour
You can't stop him, he's professional
.
Step back, stay out of his light
Better not try to put up a fight
Newsies will get you tonight
Cause they're professional
.
[refrão]
.
Don't look too deep in his eyes
He can't hide what's inside of his mind
And it might get a little bit ugly
And you might meet an American Psycho

Chiliquenta Begins!!!

Eu acredito que deve ter um momento enquanto um filme está sendo feito que grande parte dos envolvidos já mais ou menos sabe que daquilo tudo não vai sair nada que preste. Infelizmente contratos estão aí para impedir que o pessoal saia correndo e salve sua carreira. Chistian Bale deve estar passando por isso. Se liga no ataque histérico que ele tem para cima de um funcionário da produção de 'Exterminador do Futuro 4' durante uma cena. E não é qualquer um não, é o próprio diretor de fotografia Shane Hurlbut, que não é grande coisa, mas já fez alguns filmes. A cena é, além de triste, hilária. Bale humilha o cara, xinga o diretor de segunda unidade, o diretor McG, manda todo mundo calar a boca, ameaça bater no cara, despedir o cara e ir embora.
Fuck fuck fuck fucking loucura! Enfim: não mexa com o Batman...

E não acaba ainda. Tão logo esse episódio lamentável caiu na internet um produtor chamado RevoLucian fez um remix dance da coisa toda. Se possível é ainda mais engraçado:

Já dizia o sábio:
'Loucura é como gravidade. Tudo que precisa é de um empurrão.'
(Troca o Nolan pelo diretor de 'As Panteras'. Dá nisso...)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pop Music 2009!!! (parte 1)

Vejam algumas coisas que a gente pode esperar para esse ano. Pelo menos foi o que me veio agora. Se você lembrar de mais coisas legais me fala. Obviamente não sou eu que decido as coisas então tudo pode mudar. De nomes, que nem estão todos confirmados até datas.
Wilco - Final do Ano

Jarvis Cocker - Era para ter saido no ano passado então...


U2 - (No Line On The Horizon) - 27 de Fevereiro


Muse - Setembro


My Chemical Romance - Segundo Semestre

Green Day - Previsão para abril/maio


Eminem - (Relapse) - Já atrasado previsão para o segundo trimestre


Yeah Yeah Yeahs - (It's Blitz) - 19 de Abril


The Prodigy - (Invaders Must Die) - 23 de Fevereiro


Bestie Boys (Tadlock Glasses) - Fim do Segundo Trimestre



PJ Harvey - (A Woman A Man Walked By) - 30 de Março


Los Hermanos - Se sair mesmo só no segundo semestre


Maxïmo Park - (Rollerdisco of Love) - Segundo Trimestre

Coldplay - Só no fim do ano


Arctic Monkeys - Segundo Semestre


Foals - Segundo Semestre


Silversun Pickups (Swoon) - 14 de Abril


Klaxons - Ultimo Trimestre


Biffy Clyro - Segundo Semestre


Kasabian - Abril


The Strokes
...

Revolutionary Road - Review!!!

Revolutionary Road ( A versão nacional se chama 'Foi Apenas Um Sonho', um nome tão nada a ver que vou ignorá-lo) é a adaptação cinematográfica do romance de mesmo nome escrito por Richard Yates (Não confundir com o Willian Yeats, poeta irlandês. A diferença é o 'e' um pouquinho para lá e um monte de talento!). O filme foi alardeado por ser a reunião do par de Titanic, Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, e é dirigido por Sam Mendes, marido de Kate e diretor de Beleza Americana. O filme aliás tem algumas semelhanças superficiais com o enredo de Beleza Americana. Família de um subúrbio americano (ao contrario daqui, morar no subúrbio nos EUA não significa ser pobre) se vê presa a um destino que não escolheu. As diferenças mais básicas, e importantes para a história, são a data, o filme se passa em 1955, e o fato de que os protagonistas, o casal Wheeler, obviamente não servem um para o outro. Em Beleza Americana o protagonista Lester Burnhan, ao sentir que com o passar do anos perdeu o contato com a vida e com ele mesmo, consegue se redescobrir ao abraçar um novo estilo de vida e um sonho proibido. Em Revolutionary Road o que está em risco é justamente o sonho. O sonho de que a vida poderia ser melhor do que ela é. O casal preso no chamado “vazio sem esperança”, cada um com suas espectativas frustradas de si próprio, inconformado com sua existência mediana (mesmo que sejam vistos pelos vizinhos como 'casal modelo') e com sua incompatibilidade, se entrega a falsidade, traições, brigas e deposita toda a esperança em uma viagem só de ida para Paris. Sam Mendes e o excelente roteiro não se entregam ao tatibitate exageradamente dramático e a fotografia sufocante só reforça a idéia de que o cerco se aperta sobre os personagens e que eles logo terão que encarar a realidade. O filme tem todo um aspecto meio teatral e é levado totalmente pelas interpretações magistrais de Kate e Leo e do elenco de apoio que inclui uma amiga, a sempre fabulosa Kathy Bates (mais uma de Titanic) e seu filho, o fantático Michael Shannon, como um homem 'que não está bem', mas que enxerga além da máscara do mundo e do casal. Todos são extremamente competentes, mas Michael Shannon e mais ainda Kate Winslet roubam a cena. O café da manhã, mais para o final, é especialmente marcante. Revolutionary Road é uma visão sobre uma vida que fez uma curva errada. Sobre um erro de uma decisão, um rompimento, uma traição ou uma mentira. Todas as coisas que levam cada um de nós mais perto do vazio sem esperança.
(Clique e veja o trailer)

Lições de Cinema!!!

Nessa nova série Popscene! apresenta as maiores ensinamentos que o cinema já nos proporcionou. Começando com um clássico que nos ensina mais sobre a vida que Sócrates (o jogador não o filósofo). Provavelmente voltará algumas vezes.

Lição 1 -
Se quiser algo bem feito peça sempre com jeitinho.
- O Poderoso Chefão (1972) -

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Preview - The Rakes!!!

O Rakes veio na segunda leva do indie anos 2000 junto com o Bloc Party e o Kaiser Chiefs. Chamou atenção por um som com uma pegada mais punk em contraste com o vocal meio dorminhoco de Alan Donohoe e letras sobre o dia-a-dia londrino com um certo humor escondido (A banda tem uma música chamada When Tom Cruise Cries). No segundo disco os caras entraram com uma pegada mais soft que não agradou todo mundo e agora voltam para lançar o disco três. 'Klang' foi gravado na alemanha e deve ter um pouco mais a ver com o primeiro disco do que com o segundo. O disco sai lá fora dia 16 de março o que significa que não está muito longe de cair na rede.
Confira o tracklist:
01 - You're In It
02 - That's the Reason
03 - The Loneliness of the Outdoor Smoker
04 - Bitchin' in the Kitchen
05 - The Woes of the Working Woman
06 - 1989
07 - Shackleton
08 - The Light from Your Mac
09 - Muller's Ratchet
10 - The Final Hill

- Dá para ouvir duas músicas novas da banda no myspace deles.
(Clique na foto para ir até lá)

Música Para os Olhos!!!

Morrissey mostra ao vivo porque single tem que ter cara de single com 'All You Need is Me'.
(E porque sabe dar nomes as músicas como ninguém.)
"You don't like me, but you love me
Either way you're wrong
You're gonna miss me when I'm gone..."

Morrissey - Years of Refusal

Tem algumas coisas que são complicadas. Analisar um disco novo de um artista que você obviamente gosta é meio difícil. Veja o Morrissey por exemplo, esse é o nono disco de uma carreira solo de mais de vinte anos de um cara que já era gênio antes. Então vou tentar manter o exagero no menor nível possível. Years of Refusal é simplesmente o melhor disco solo do Morrissey e já de cara um dos melhores do ano (Hmmmm... Acho que não deu). Esse deslumbre vem do fato de que o velho Moz encontrou sua veia pop perdida e enche o novo disco de hits e músicas que você não vai cansar de ouvir. Ele pode até não ser tudo isso vá, mas é tão legal que é essa impressão que ele vai deixar. E nem é só isso. As letras afiadas de Morrissey atingem novo patamar (além de que ele é um dos poucos que conseguem cantar qualquer baboseira sentimental sem ficar piegas demais) e já te jogam no chão logo na primeira faixa 'Something Squeezing My Skull' onde as guitarras pop encobrem a história sobre se manter anestesiado para suportar as mazelas do dia a dia. Logo na sequência ele já emenda uma letra sobre encontrar sua mãe morta na beira do rio e deitar ao seu lado. A letra é tão boa que nem dá para separar um pedaço, só ouvindo inteira. E isso que a parte boa ainda nem começou. 'I'm Trowing My Arms Around Paris' é um hino de amor não só a cidade do título, mas a qualquer lugar que receba pessoas de fora tão bem. Entre outras músicas que já vem sendo trabalhadas a quase um ano estão as conhecidas 'All You Need is Me' e 'That's How People Grow Up' que levantam álbum dando uma cara de disco cheio de singles. Você acaba vendo que todas as músicas são boas e que dá para ouvir do começo ao fim sem enjoar. 2009 começa com um disco grandioso, divertido, sensível, desesperador e imprecindível. Morrissey é o cara!
(Clique na capa e abrace Paris também!)

Sim Senhor - Review!!!!

A carreira de Jim Carrey depois do sucesso segue um certo padrão: ele faz uma comédia brincalhona tenta um papel sério e depois se veste de alguma coisa ou dubla pelo menos. Já tendo dado mais uma volta chegou a hora de Jim retornar a palhaçada. Sim Senhor é bem simples: Homem negativo decide dizer sim a todas oportunidades que se apresentam e passa a viver de maneira diferente. Tudo desculpa para Carrey desfilar sou grande estoque de caretas e sua grande habilidade em comédia física. E nisso ele ainda é insuperável. Sua maneira de correr, falar e até de levar uma pancada já são engraçadas por si só. O filme tem boas tiradas e coadjuvantes engraçados e embora pareça ser uma releitura de 'O Mentiroso' não chega a ser tão legal. O diretor Peyton Reed do insuportável 'Abaixo ao Amor' e do engraçado 'Separados pelo Casamento' segue um tom mais leve aqui, o que faz com que o filme não seja hilariante, mas seja bem gostoso de assistir. Ajuda se você tiver uma gorda no cinema que senta atrás de você e que tem uma risada mais engraçada que o próprio filme, mas enfim... Ah! e Jim vai estrelar a seguir um trapaceiro gay e depois vários personagens em 'Um Conto de Natal'. Viu só?
(Clique e veja o trailer)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

2008 in Pop Music!!!

Fala sério não está tarde para isso? Fazer o quê? Eu tinha preparado todo um esquema para falar sobre os melhores discos de 2008. O problema é que estou muito ocupado ouvindo os discos de 2009. Além disso 2008 foi visto como um ano fraquíssimo para música pop em geral e já acabou faz um mês. Então, como diriam os Bretões, what's the point? Mas Poscene!, o blog amigão da vizinhança, e que pensa que antes tarde do que nunca, faz um esforço e até que consegue ver que talvez não tenha sido tão ruim assim. Segue aí uma lista de alguns discos que eu considero representativos. Não está em ordem, embora eu ache, não são necessáriamente os melhores, nem são impressindíveis, ao contrário da imprensa mundial eu não considero ser possivel fazer tal tipo de lista e acho muito cara-de-pau afirmar tal tipo de coisa (Não acredito que a Pitchfork esteja muito ligada no som do movimento Hip-Hop no Sudão, por exemplo). Esse listinha é baseada no que eu acredito serem simplesmente discos muito bons.
- Portishead - Third
Os longos anos que separaram os discos dois e três da banda não fizeram nenhum mal para o som. E a voz de Beth Gibbons continua arrasadora.

- Tv On The Radio - Dear Science
Um pouco menos de loucura um pouquinho mais de dança e o Tv on The Radio faz seu disco mais acessível. O que significa que agora uns 7% das pessoas vão entender. Genial.

- My Mornig Jacket - Evil Urges
Rockão das antigas com um toque de modernidade. Faz mais efeito se você estiver atravessando um canyon com a capota do carro abaixada e um Marlboro na mão... Mas você sempre pode fingir.

- Little Joy - Little Joy
Como o nome diz: um pequeno prazer. Rodrigo Amarante sempre mostra serviço, até quando ele brinca de fazer música.

- Deerhunter - Microcastle
Com um disco de músicas mais curtas e certeiras o Deerhunter montou a construção de guitarras mais impressionante do ano.

- The Hold Steady - Stay Positive
Se tem um disco que eu recomendo pela diversão é esse. O Hold Steady é uma das bandas mais legais surgidas nos ultimos tempos, mas infelizmente acaba voando sempre abaixo do radar. Ainda não fizeram um disco ruim. Nem médio na verdade...

- Brian Wilson - That Lucky Old Sun
Gênio é gênio...

- Stephen Malkmus & The Jicks - Real Emotional Trash
... e vice versa.

- King of Leon - Only By The Night
Mesmo longe de serem a banda que a Inglaterra enxerga neles pelo menos os reis do Leon continuam legais. Aqui levam o som com uma pegada mais soturna.

-Friendly Fires - Friendly Fires
No meio do ano passado com o Killers e o Kaiser Chiefs querendo fazer discos diferentes e horríveis, respectivamente, e o Franz ainda longe de soltar o disco novo, coube ao Friendly Fires dar uma sacudida nas coisas, o que eles fizeram muito bem.


- Fleet Foxes - Fleet Foxes
Com certeza o disco que mais me surpreendeu. Dificil imaginar que é apenas o primeiro lançamento dessa banda que faz de cada faixa uma viagem fantástica.

- Coldplay - Viva La Vida
O grande disco mainstream do ano. O Coldplay conseguiu o que parecia impossível para a banda: inovar. Culpem o produtor Brian Eno que tirou um pouco da personalidade dos Ingleses, mas em compensação lhes muita coisa nova para trabalhar. Tanto que deve vir coisa nova já em 2009.

- Wale - The Mixtape About Nothing
Essa eu sou até suspeito para falar, mas como não gostar de um disco que tem a melhor série de todos os tempos como base? Desde o tema de abertura, até as frases clássicas, e o recente rompante racista do ator Michael Richards (o Kramer) tudo em Seinfeld é matéria prima para o freestyle interminável de Wale. Show!


Glasvegas - Glasvegas
Esqueça o hype besta. O Glasvegas foi a coisa mais diferente em um ano de pouquíssimas inovações. Se vai durar mais uma estação veremos. Mas por enquanto vale muito a pena conferir.
.
- Acho que é isso. Pelo menos é o que me veio a cabeça. O Killers ficou de fora porque ele caberia em uma lista de discos bons e ruins...
Ah! E se você não ouviu algum desses: Popscene! recomenda.

sábado, 20 de dezembro de 2008

- Just Like Heaven -

- In Memory -
An extraordinary girl in an ordinary world

(Thank you Lah!)