(Clique na capa e baixe o disco)Faz isso logo e não pergunte. Daqui a pouco eu volto explicando...
Guess Who's Back
"É como olhar para Sam's Town de marte". Foi o que disse o vocalista do Killers, Brandon Flowers, sobre o novo disco 'Day & Age', com lançamento marcado para o dia 24 de Novembro. Não sei se o novo visual tem alguma coisa a ver com o dia escolhido, mas deixa isso para lá... O fato é que Day & Age trará o Killers mais dançante do primeiro disco com novas camadas e invenções como por exemplo uns solos de sax. Solo sax? Sério? Pois é. Brandon declarou a RollingStone americana (Que ouviu músicas novas e achou as melhores que eles já fizeram) que sabe mas que as pessoas riem de solos de sax, mas que eles pensaram 'dane-se'. E quer saber? Até que pode combinar com o som deles. O novo e primeiro single 'Human' já está solto por aqui e tem um clima de pista meio Pet Shop Boys de dança abrindo as atividades. Bem, agora é esperar e ver se o disco vai ser tudo isso mesmo. (Ah! Só fazendo uma auto-promoção aqui, Popscene! passou algumas dessas informações, incluindo o nome do disco dia 12 de agosto, sendo que por exemplo a New Musical Express soltar a notícia umas duas semanas depois, não que isso seja de espantar mas... Viva eu!)
Blindness é a adaptação do premiado livro 'Ensaio Sobre a Cegueira' escrito pelo português José Saramago. Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles o filme até faz juz a obra do escritor sendo uma tradução bem fiel do livro, claro com aquela enxugada e algumas necessárias adaptações. O filme mostra um grupo de personagens sem nome que se deparam com uma epidemia mundial de 'cegueira branca' e são confinado em um centro especial para evitar que a doença contamine o resto da população. O elenco entrega boas interpretações, nada que merece prêmio, e é interessante por sua variedade étinica. O diretor consegue encontrar soluções bem criativas para algumas situações do livro e o jogo de luz e sombras, especialmente nos primeiros momentos, é muito interessante. Sem contar que vale pela graça de ficar procurando São Paulo no fundo. Mas no final trata-se de uma obra extremamente previsível e calculada, calçada em momentos de tensão, embora nervosos, desinteressantes e uma vontade perpétua de se mostrar uma 'obra difícil'. Existe mais por trás da estória de Blindness? Talvez, mas nada que se mostre muito inátingivel, ou que necessite de um pensamento analítico muito profundo. Pode-se chegar facilmente a conclusões como: 'Nossas regras sociais são muito frágeis' ou 'O homem não dá valor ao que tem até perder', etc... Nada que não se mostrasse muito mais impactante no livro. Meirelles perdeu, não tanto a chance de fazer um filme melhor e mais a chance de fazer algum outro filme. A discussão sobre o Blindness, felizmente, irá se restringir a mesas de pessoas 'antenadas com a arte' que se recusarão a admitir que, como essa minha análise, um projeto com esses grandes nomes envolvidos não é nada além de um drama mediano e óbvio, embrulhado em um lindo pacote de pretensão. Quem é o pior cego mesmo?
Como eu já tinha adiantado há algum tempo Fabrizio Moretti batera do Strokes estava envolvido em um projeto paralelo com Rodrigo Amarante do Los Hermanos. Pois detalhes finalmente sairam e o disco 'Little Joy' está marcado para o dia 4 de Novembro. Além disso já é possível ouvir três novas faixas no myspace da banda e olha, deixa eu te dizer, sweeet viu? O talento ímpar de Amarante, cantando in Inglish inclusive (Com 'Oh No' do Julian e tudo), casou muito bem com o som de Fabrizio e sua namorada Binki Shapiro e ficou com uma cara de praia em dia de frio. Levemente Beach Boys com um toque Brasileiro, naturalmente pop e ainda bem original.
Vagamente baseada em uma HQ de mesmo nome Wanted tem uma missão: Ser legal. E isso o filme consegue do começo ao fim. O foco é tão bem colocado no personagem principal que você nem repara que ele deu um duplo twist carpadado com o carro e ainda matou um cara pelo teto solar. James McAvoy é mito. A mudança dele durante o filme é fantástica e a 'final battle' é a melhor cena de ação desde que um tal de Neo invadiu um prédio aí.
Mais um filme de Frank Darabont baseado em um livro de Stephen King (o terceiro eu acho). E dessa vez ele quis ensinar como se faz um suspense de verdade para essa geração do patético Jogos Mortais. O filme, além de ser aflitivo do começo ao fim, pode ter umas trocentas leituras e o final é supremo.
Hellboy 2 é legal, mas parece um preview de luxo para 'O Hobbit'. O diretor Guillermo Del Toro fugiu um pouco da HQ e inventou um mundo fantasia bem Senhor dos Anéis para lançar a trama e, embora o resultado seja lindo, não para não pensar que o Legolas vai pular de um canto a qualquer momento para mostrar como se faz. Efeitos geniais, criaturas fantásticas, lutas absurdamente bem coreografadas (o principe élfico do mal rouba todas as cenas) e uma certa impressão de que o melhor ficou para a parte 3. Quer mais o quê?
Tropic Thunder é bem engraçado. Não tanto quanto eu achei que seria, mas ainda assim um boa diversão. Robert Downey Jr. rouba as cenas tirando um onda com atores tipo Daniel Day Lewis. E o incrível Tom Cruise é uma ótima surpresa. Só a dancinha vale seu dinheiro do ingresso.
Kung Fu Panda não tem nada assim, incrível. Mas é tudo tão bem feito, bem dublado, bem pensado e tão fofo e divertido que você sai cinema achando que viu a melhor animação ever. Não passa nem perto, mas só a direção de arte, que explora em cada cenário e momento diversos aspectos da cultura chinesa, já deslumbra. E as cenas de ação, sim ação, são melhores que a maioria das coisas que saem hoje em dia. E que venha o 2.
Cara, não tem o que dizer... É Hamlet... 2. Esse filme deve chegar no Brasil no dia se St.Never, mas as vezes ele ainda sai em DVD...